Tamanho do texto

Inaugurada em maio do ano passado, Penitenciária de Tacaimbó no interior do Estado, já registrou dois episódios em que detentos conseguiram escapar

Penitenciária de Tacaimbó foi entregue pelo governo estadual em 2016 e já registrou dois casos de fuga
Divulgação/Governo de Pernambuco
Penitenciária de Tacaimbó foi entregue pelo governo estadual em 2016 e já registrou dois casos de fuga

O governo de Pernambuco apura a fuga de quatro detentos na Penitenciária de Tacaimbó, no interior do Estado. O presídio é considerado como de segurança máxima. Os presos escaparam na última quinta-feira (12), mas já foram recapturados pela Polícia Militar.

+ Chacina foi o objetivo da rebelião em Manaus, não sua consequência, diz juiz

Em nota, o governo estadual, por meio da Secretaria Executiva de Ressocialização (Seres), informou que um procedimento disciplinar foi instaurado para apurar as circunstâncias da fuga. O Sindicato dos Agentes de Segurança Penitenciária de Pernambuco (Sindasp-PE) afirmou à imprensa que os presos escaparam depois de fazer um buraco na parede da cela.

A Penitenciária de Tacaimbó foi inaugurada em abril de 2016. Na época da inauguração, foi divulgado que elementos como a uniformização e o videomonitoramento dos presos seriam diferenciais em relação a outros presídios do Estado. São quatro alas com capacidade para 676 presos. A unidade, com cerca de 21 mil metros quadrados (m²), dos quais quase 9 mil m² de área construída, custou R$ 30 milhões.

+ Briga em presídio termina com dois mortos em São Paulo

Apesar de a unidade prisional ser considerada como de segurança máxima, esta não foi a primeira vez que detentos conseguiram escapar do local. A primeira fuga ocorreu ainda no ano passado, em novembro de 2016. Segundo o Sindasp-PE, Ronaldo Alves da Silva, 29 anos, escapou por causa de uma falha na construção do presídio.

Reunião com o ministro

O secretário de Justiça e Direitos Humanos de Pernambuco , Pedro Eurico, irá participar de reunião na próxima terça-feira (17), em Brasília, com o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, e outros secretários estaduais para falar sobre a situação do sistema penitenciário brasileiro. O encontro ocorre depois de massacres ocorridos em rebeliões no Amazonas, Roraima e Rio Grande do Norte.

+ Após massacre em Alcaçuz, mais um presídio no Rio Grande do Norte tem rebelião

Na última quarta-feira (11), o Batalhão de Choque da Polícia Militar entrou no Complexo Prisional do Curado, na zona oeste do Recife, para conter um início de tumulto depois de uma vistoria que apreendeu duas armas de fogo, 133 armas brancas, drogas e celulares. O motim não chegou a ser formado. De acordo com o governo, não há registros de rebeliões em curso no estado, onde há um quadro de superlotação nas penitenciárias.


* Com informações da Agência Brasil