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Nas redes sociais, internautas criticaram as peças publicitárias por associar pessoas que fazem boas ações com o ato de matar e as consideraram dúbias

Banners da campanha de trânsito foram retirados após repercussão negativa nas redes sociais
Divulgação
Banners da campanha de trânsito foram retirados após repercussão negativa nas redes sociais

A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) informou nesta quinta-feira (5) que cartazes da campanha de trânsito “Gente boa também mata” foram retirados de várias cidades do País e serão substituídos por outros, sem imagens de pessoas. De acordo com a secretaria, os filmes e outras peças da campanha vão continuar a ser veiculados sem alterações.

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Os banners da campanha de trânsito , promovida pelo Ministério dos Transportes, foram retirados após repercussão negativa nas redes sociais por associar pessoas que fazem boas ações, que têm boas condutas com o ato de matar.  Para muitos internautas, a mensagem é dúbia. Um dos cartazes, por exemplo, dizia: “Quem resgata animais na rua pode matar. Não use o celular ao volante. Gente boa também mata” e, ao lado, havia a imagem de uma mulher com um cachorro no colo. 

O argumento da campanha, segundo a agência de publicidade responsável pelo trabalho, é que qualquer pessoa pode ser imprudente no trânsito e “não basta ser uma boa pessoa, ser solidário e contribuir para comunidade se não respeitar as leis de trânsito”.

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De acordo com o Ministério dos Transportes, a Operação Rodovida trata de cinco condutas perigosas que mais causam acidentes no trânsito: embriaguez ao volante, excesso de velocidade, ultrapassagens irregulares, uso de aparelho celular e não uso de dispositivos de segurança.

Operação

O objetivo da operação é o enfrentamento à violência no trânsito e a prevenção e diminuição do número de acidentes nas estradas durante as festas de fim de ano, férias escolares e Carnaval, quando o movimento é intenso. A ação é uma iniciativa coordenada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), integrada com órgão federais e ministérios, em articulação com estados e municípios.

A primeira fase ocorreu de 16 de dezembro a 31 de janeiro. Segundo boletim parcial, entre 23 de dezembro e 1º de janeiro, a PRF contabilizou 2.769 acidentes em rodovias federais, dentre eles 500 graves. Os acidentes resultaram em 2.868 feridos e 225 mortos. Dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apontam que o custo social de acidentes, apenas nas rodovias federais, chegou a R$ 12,8 bilhões em 2014.

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A segunda fase da Rodovida será realizada de 17 de fevereiro a 5 de março de 2017. Durante o período, são intensificadas as campanhas educativas de trânsito e a fiscalização sobre alcoolemia, excesso de velocidade, motocicletas, ultrapassagens irregulares e transporte de crianças.

* Com informações da Agência Brasil