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Reprodução/Facebook/Lauro Michels
Prefeito de Diadema protestou contra cobrança por integração entre os sistemas municipal e metropolitano

O prefeito de Diadema (SP), Lauro Michels (PV), liderou nesta quinta-feira (5) manifestação contra a cobrança pela integração entre os sistemas municipal e metropolitano nos terminais da EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos). O chefe do poder Executivo municipal chegou a bloquear a entrada da estação com seu carro particular.

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Na última quarta-feira (4), o governo estadual confirmou que irá encerrar a gratuidade na baldeação nos dois terminais metropolitanos da cidade: Diadema e Piraporinha. A partir de domingo (8), será cobrado R$ 1 pela integração. As duas estações registram grande fluxo de passageiros em razão do Corredor ABD, que liga o ABC Paulista aos bairros São Mateus, Jabaquara e Brooklin, em São Paulo.

Durante o ato, Michels fez críticas ao prefeito de São Paulo , João Doria (PSDB), e afirmou que o início da cobrança pela integração é consequência do congelamento das tarifas do Metrô, da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) e dos ônibus municipais na capital paulista. “Se em São Paulo querem fazer demagogia não dando reajuste na tarifa de ônibus, não é Diadema que vai pagar a conta, não. Não é a nossa cidade que tem que pagar a conta do prefeito João Doria.”

Veja o momento em que o prefeito bloqueia o terminal:





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Michels, que no domingo assumiu seu segundo mandato à frente da prefeitura, também criticou o governo do Estado . Isso porque, segundo ele, não houve diálogo com o município antes do anúncio sobre a cobrança. Ele diz ter ficado sabendo da notícia às 23h de ontem. “O povo o me colocou aqui com mais de 100 mil votos e o governador vai ter que me escutar”, esbravejou.

Ele também cobrou do governador Geraldo Alckmin (PSDB) que “mantenha a palavra” sobre a gratuidade na transferência entre os sistemas municipal e metropolitano nos terminais da EMTU. Segundo ele, o tucano havia se comprometido que não iria cobrar pela baldeação.

Por fim, Michels garantiu que, caso o governo do Estado não volte atrás e mantenha a cobrança, os terminais da cidade ficarão fechados até que a medida seja revogada.

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A equipe do iG procurou a assessoria da prefeitura de São Paulo para que se manifestasse a respeito das críticas de Lauro Michels contra João Doria , mas não recebeu retorno até a publicação desta reportagem.

Reunião

O presidente da Câmara Municipal de Diadema, Marcos Michels (PSB) – que é primo do prefeito – falou ao iG que será realizada reunião amanhã na prefeitura com representantes do governo do Estado para tratar da integração nos terminais da EMTU no município. A Secretaria de Transportes Metropolitanos foi procurada para confirmar a informação, mas também não se manifestou.

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