Policlínico Universitário Agostino Gemelli, em Roma, onde Leão 14 foi submetido a uma cirurgia para tratar um câncer no pulmão
Foto: Reprodução
Policlínico Universitário Agostino Gemelli, em Roma, onde Leão 14 foi submetido a uma cirurgia para tratar um câncer no pulmão

O papa Leão 14 recebeu alta hospitalar e deixa ainda deste sábado (17/10), o Policlínico Universitário Agostino Gemelli, em Roma, onde foi submetido a uma cirurgia para tratar um adenocarcinoma pulmonar, informou a assessoria de imprensa do Vaticano.

"Após os exames de sangue, a radiografia de tórax realizada nesta manhã e a avaliação de seu quadro clínico, o Santo Padre recebeu alta”, indica o comunicado da equipe médica divulgado pela Santa Sé.

Após cinco dias de internação, o pontífice retorna ao Vaticano e "amanhã rezará o Ângelus da janela dos aposentos papais”.

No domingo passado, Leão 14 anunciou publicamente, da janela do Palácio Apostólico do Vaticano, que precisaria se submeter a uma cirurgia para a remoção de um nódulo no pulmão.

Cirurgia de 90 minutos

A cirurgia do pontífice ocorreu na tarde de terça-feira, em uma operação que durou 90 minutos e na qual foi removido um adenocarcinoma, um tipo de câncer, bem como o lóbulo inferior do pulmão direito, por meio de uma técnica de cirurgia videoassistida, uma técnica "radical” para a remoção do tecido canceroso.

A recuperação pós-operatória do pontífice tem evoluído favoravelmente nos cinco dias em que permaneceu internado, o que lhe permitiu retomar parte de suas atividades profissionais e até mesmo celebrar missas na área reservada ao papa no décimo andar da policlínica romana.

Na sexta-feira, o Vaticano divulgou as primeiras fotografias do papa após a operação, imagens nas quais ele aparece, com boa aparência, celebrando a missa no hospital ao lado de seu secretário pessoal, o peruano Edgar Rimaycuna.

Também foi divulgado na sexta-feira que o papa conversou com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, para pedir uma trégua com a Ucrânia e oferecer diálogo. Leão XIV expressou ao mandatário sua profunda preocupação com a grave crise humanitária em Oleshki, na região de Kherson, e exigiu a chegada de ajuda alimentar e sanitária àquela área.

md (EFE, ots)

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