
A ativista sueca Greta Thunberg, de 23 anos, está em Paris, onde demonstra apoio aos protestos estudantis na França, que já estão em sua quarta semana. Nesta terça-feira (13/10), Thunberg esteve no colégio Paul-Éluard, em Saint-Denis, nos arredores da capital francesa. Ali, cerca de 20 advogados se reuniram para organizar uma "corrente de togas", beca profissional do setor jurídico. O ato serviu para proteger a ativista e mostrar apoio aos estudantes.
"As escolas não recebem os investimentos de que precisam, o que transmite aos jovens a mensagem de que eles não são uma prioridade para a sociedade", afirmou Thunberg à imprensa.Segundo ela, os jovens não irão desistir e continuarão lutando pelo seu futuro. "Por isso, tenho um enorme orgulho dos estudantes franceses", disse a ativista conhecida pela luta contra as mudanças climáticas.
Thunberg acusou a polícia francesa de agir de forma violenta contra os jovens manifestantes. "Na verdade, eles deveriam proteger os jovens. Deveriam proteger os direitos humanos", disse.
Por que os estudantes franceses estão protestando
"Ficamos felizes que muita gente se junte a nós. Não se trata de rótulos, nem de uma pessoa específica, mas de quantas pessoas aderem ao movimento", declarou, à emissora de televisão BFM, Marius Mesnil, copresidente da União Sindical dos Liceus (USL), entidade que representa estudantes do ensino médio no país.
A manifestação deve terminar quando os estudantes chegarem ao complexo dos Inválidos, próximo ao Matignon, sede do governo francês, e ao Ministério da Educação.
A União Estudantil convocou os participantes com o slogan: "Eles não nos escutam, então iremos atrás deles", em mensagem publicada na rede social X.
Entre as reivindicações dos estudantes estão a solução de problemas como o elevado número de professores ausentes, prédios em péssimo estado e horários escolares sobrecarregados.
br/ra (AFP, EFE)