Volkswagen informou que condições ambientais e exposição ao sal utilizado nas estradas podem causar o defeito
Redação DW, Roberto Crescenti
Volkswagen informou que condições ambientais e exposição ao sal utilizado nas estradas podem causar o defeito

A Volkswagen e sua subsidiária Audi farão um recall de cerca de 2,8 milhões de veículos em todo o mundo que podem apresentar um defeito capaz de causar falha na direção, informou nesta sexta-feira (25/09) a Agência Federal de Transportes Motorizados da Alemanha (KBA).

O problema afeta 895.832 veículos da Volkswagen na Alemanha e 2.159.054 veículos em todo o mundo, além de um total de 696.547 de automóveis da Audi, incluindo 58.555 na Alemanha.

A KBA afirmou que o problema envolve um parafuso que pode quebrar e causar a perda de controle da direção. A falha pode ser corrigida substituindo o parafuso que fixa o mecanismo de direção por uma versão mais resistente à corrosão.

Segundo a KBA, os modelos da VW afetados são Tiguan, Touran, Golf Variant, Caddy e Golf, produzidos entre 24 de setembro de 2013 e 1º de julho de 2024. O mesmo problema afeta o Audi Q3, produzido entre 31 de outubro de 2017 e 23 de maio de 2024.

A Volkswagen informou que certas condições ambientais e anos de exposição ao sal utilizado nas estradas poderiam afetar o parafuso. O reparo levaria até uma hora.

Segundo a KBA, não houve registro de incidentes com danos a pessoas ou propriedades em razão do defeito.

VW em crise

A revista alemã Auto Motor Sport informou que a VW acredita que o problema na direção afetaria apenas uma pequena parcela dos veículos incluídos no recall.

O recall ocorre em um momento em que a VW atravessa uma das maiores crise de sua história, enquanto lida com a uma queda nas vendas nos últimos anos, em meio a planos de promover demissões em massa e reduzir suas operações em fábricas para cortar custos.

No início do mês a Volkswagen anunciou que uma de suas fábricas na Alemanha será vendida e convertida para a fabricação de armas produzidas por uma empresa israelense. O futuro a longo prazo de outras quatro fábricas alemãs do grupo VW permanece incerto.

As medidas fazem parte de uma ampla reestruturação na maior fabricante de automóveis da Europa. A empresa anunciou recentemente o corte de 100 mil empregos até 2030, o maior plano de demissões da história da indústria automotiva global, enquanto se vê pressionada pela concorrência chinesa, tarifas de importação dos Estados Unidos e a baixa demanda dos consumidores por veículos elétricos.

rc/ra (dpa, AP)

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    Tags: Alemanha
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