Esta é a quarta visita de Wadephul à Ucrânia, desde que assumiu o cargo há 16 meses
Redação DW
Esta é a quarta visita de Wadephul à Ucrânia, desde que assumiu o cargo há 16 meses

O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Johann Wadephul, condenou neste sábado (22/08) a escalada dos ataques russos com drones e mísseis contra a Ucrânia, ao chegar a Kiev para demonstrar o apoio contínuo de Berlim ao país.

"A Ucrânia está celebrando nestes dias o seu 35º Dia da Independência. Ao mesmo tempo, os foguetes e drones de Putin estão atacando o país de forma mais implacável do que nunca”, escreveu ele na rede X. "Os ataques russos têm como alvo deliberado infraestruturas civis, como os sistemas de fornecimento de energia e aquecimento”, afirmou, acrescentando que a Alemanha está "trabalhando para apoiar a Ucrânia em seus preparativos para o inverno”.

A Ucrânia celebra nesta segunda-feira (24/08) o 35º aniversário de sua independência da União Soviética. Esta será a quinta comemoração consecutiva da data sob a invasão russa, iniciada em fevereiro de 2022.

A visita de Wadephul à Ucrânia ocorre em meio ao aumento dos ataques aéreos russos e ao que ele descreveu como uma "matança indiscriminada de civis”. Na manhã de sábado, ataques com drones e mísseis mataram pelo menos duas pessoas em Kiev e na cidade de Zaporíjia, no sul do país.

Mortos em Kiev e na cidade natal de Zelenski

No início desta semana, pelo menos 16 pessoas morreram em ataques russos com mísseis contra Kiev. Na sexta-feira, um ataque a um shopping center na cidade natal do presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, matou pelo menos 15 pessoas e feriu mais de 100.

A Ucrânia também intensificou neste ano seus ataques contra a infraestrutura petrolífera e logística da Rússia. No entanto, a escassez de sistemas de defesa aérea tem contribuído para o aumento do número de vítimas em território ucraniano.

"Meses mais letais em mais de quatro anos"

Após chegar a Kiev em um trem especial, o ministro das Relações Exteriores da Alemanha disse a jornalistas que julho e agosto foram os meses mais letais para os civis ucranianos em mais de quatro anos.

"Nunca antes a Rússia disparou tantos mísseis contra seu país vizinho”, afirmou Wadephul. "Vemos o sofrimento, vemos como este país tem lutado, e continuaremos a apoiá-lo.”

"Estamos ao lado da Ucrânia”, acrescentou. "Ela vencerá este confronto militar.”

Wadephul também prometeu ampliar o apoio à Ucrânia, que se prepara para enfrentar mais um inverno, com expectativa de novos ataques à sua infraestrutura energética.

"Nenhum país investe tanto em apoio militar e financeiro à Ucrânia quanto a Alemanha”, declarou Wadephul, em sua quarta visita ao país devastado pela guerra em 16 meses.

O ministro também expressou esperança de que a Rússia possa ser levada à mesa de negociações, apesar da estagnação dos esforços diplomáticos nos últimos meses.

md (AFP, AP, DPA)

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