
As calçadas artesanais de Portugal, famosas pelos desenhos elaborados, encantam turistas, mas representam desafio para cadeirantes e pedestres. O ofício de calçador, agora raro, enfrenta o dilema entre preservação cultural e a segurança urbana.
Além do valor cultural, a calçada portuguesa passou a ser questionada por questões práticas ligadas à acessibilidade. O piso irregular dificulta a circulação de cadeirantes, pessoas com mobilidade reduzida, idosos e até pedestres em trajetos cotidianos. Em períodos de chuva, o risco de escorregões aumenta, o que transforma um elemento histórico em um problema recorrente para a segurança urbana.
Diante desse cenário, cidades portuguesas têm adotado soluções mais funcionais, substituindo o pavimento tradicional por superfícies planas e antiderrapantes. A decisão, embora eficiente do ponto de vista da mobilidade, impacta diretamente a preservação do ofício de calçador. Assim, o debate deixa de ser apenas sobre estética ou tradição e passa a envolver inclusão, segurança e adaptação das cidades às necessidades atuais da população.
* Com informações da DW