Pesquisas para o 2º turno: quando saem os últimos levantamentos

AtlasIntel, Datafolha, Quaest e outros institutos preveem divulgar resultados antes da votação de domingo (25); veja as regras do TSE

AtlasIntel, Datafolha, Quaest e outros institutos preveem divulgar resultados antes da votação de domingo (25)
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
AtlasIntel, Datafolha, Quaest e outros institutos preveem divulgar resultados antes da votação de domingo (25)

A reta final da eleição presidencial de 2026 será marcada pela divulgação de uma série de pesquisas de intenção de voto sobre a disputa entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) . Os levantamentos estão previstos para os últimos dias antes do segundo turno, marcado para domingo (25), e devem ajudar a medir as preferências do eleitorado às vésperas da votação.

A programação inclui pesquisas de AtlasIntel, Datafolha, Quaest, Futura/100% Cidades, MDA, Nexus, Palver e Veritá. Parte das divulgações está prevista para sábado (24), véspera da eleição.

Não há um horário único estabelecido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para a publicação dos resultados. A programação depende de cada instituto e dos responsáveis pela divulgação. O registro da pesquisa na Justiça Eleitoral não significa que os números necessariamente serão publicados na data prevista.

As pesquisas finais costumam receber atenção especial por serem realizadas mais perto da votação. Ainda assim, é importante observar quando as entrevistas foram feitas, a metodologia utilizada e a margem de erro antes de comparar os resultados ou tirar conclusões sobre a disputa.

Quando saem as últimas pesquisas eleitorais?

Os institutos com levantamentos previstos para a reta final do segundo turno são AtlasIntel, Datafolha, Quaest, Futura/100% Cidades, MDA, Nexus, Palver e Veritá.

A véspera da eleição, no sábado (24), concentra uma sequência de divulgações. Para saber o horário exato de cada resultado, o eleitor deve consultar o calendário do instituto responsável, já que não existe uma hora padronizada pelo TSE.

Entretanto, a data de publicação não deve ser confundida com o período em que os eleitores foram entrevistados. Uma pesquisa divulgada no sábado pode ter sido realizada antes, sem captar acontecimentos mais recentes da campanha.

Esse detalhe será relevante na avaliação dos números finais, especialmente porque o debate presidencial da TV Globo está previsto para sexta-feira (23), último dia da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão.

Se as entrevistas de um levantamento tiverem terminado antes do debate, por exemplo, o resultado não refletirá eventuais mudanças de opinião provocadas pelo encontro.

Quais são as regras do TSE para divulgar pesquisas?

A legislação eleitoral exige que as pesquisas de intenção de voto sejam registradas no sistema PesqEle com antecedência mínima de cinco dias em relação à divulgação.

O cadastro deve informar dados como o contratante, a origem dos recursos usados no levantamento, a metodologia, o período de coleta das entrevistas, o plano amostral e o questionário aplicado.

Para as pesquisas que pretendem divulgar resultados no domingo (25), o prazo final de registro foi segunda-feira (19), conforme as regras eleitorais.

Na publicação dos números, também é obrigatório apresentar informações que permitam identificar como o levantamento foi realizado. Entre elas estão:

  • período em que as entrevistas foram feitas;
  • número de pessoas entrevistadas;
  • margem de erro;
  • nível de confiança;
  • nome do instituto responsável;
  • contratante, quando houver;
  • número de registro na Justiça Eleitoral.

Em 2026, o TSE aprimorou o sistema de registro para detalhar informações sobre a composição da amostra, os procedimentos de campo e a ordem das perguntas. Segundo o tribunal, a atualização melhora a apresentação de dados que já eram exigidos.

O eleitor pode consultar os registros públicos no PesqEle para verificar as informações declaradas pelos institutos e comparar os dados com os resultados divulgados.

Por que as pesquisas de última hora são importantes?

A proximidade entre as entrevistas e o dia da votação permite observar as intenções de voto em um momento no qual as escolhas tendem a estar mais consolidadas. Isso não significa que o resultado seja uma previsão exata do que acontecerá nas urnas.

Além disso, os levantamentos finais podem ter influência especialmente sobre eleitores indecisos e pessoas que cogitam não comparecer para votar. Parte desse público pode se mobilizar diante da possibilidade de vitória de um candidato que rejeita, adotando uma escolha estratégica no segundo turno.

As pesquisas divulgadas perto da eleição funcionam como o último termômetro das preferências do eleitorado. Contudo, a circulação de informações nas redes sociais e em aplicativos de mensagens pode influenciar decisões até o momento de votar.


Pesquisas podem ser divulgadas no domingo?

A Resolução TSE nº 23.600/2019 permite a divulgação, inclusive no dia da eleição, de pesquisas realizadas antes da votação, desde que sejam respeitadas as regras de registro e publicação.

A restrição de horário vale para as pesquisas de boca de urna, feitas com eleitores que acabaram de votar. Esses levantamentos só podem ter os resultados divulgados a partir das 17h, no horário de Brasília .

Partidos, candidatos, coligações, federações e o Ministério Público podem questionar pesquisas na Justiça Eleitoral caso identifiquem possíveis irregularidades.

Para o eleitor, a recomendação é conferir a data das entrevistas, a margem de erro, o nível de confiança e o registro do levantamento antes de interpretar os percentuais. As pesquisas representam um retrato das intenções de voto no período em que foram realizadas, e não garantem o resultado das urnas.