
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) , ministro Kassio Nunes Marques, afirmou na terça-feira (20) que a Corte não participa das decisões sobre mudanças nos locais de votação entre o primeiro e o segundo turno das eleições de 2026. Segundo ele, a responsabilidade pelas alterações é dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), a partir de solicitações feitas pelos cartórios eleitorais.
Nunes Marques também destacou que o número de seções eleitorais com endereços alterados neste segundo turno caiu 94% em comparação com o mesmo período das eleições de 2022. O ministro classificou como “uma série de desinformações” as afirmações que circularam sobre o tema.
O segundo turno está marcado para domingo (25). A quantidade de locais modificados ainda pode sofrer alterações até a data da votação, caso sejam identificados problemas estruturais, condições climáticas adversas ou questões de segurança.
Número de mudanças caiu de 4,3 mil para cerca de 400
Na sexta-feira (16), a Justiça Eleitoral havia informado que aproximadamente 4,3 mil seções passariam por mudanças de endereço entre os turnos. Após a atualização das informações pelos TREs, o número caiu para cerca de 400.
De acordo com o TSE, a diferença ocorreu porque o levantamento inicial incluía registros de seções que haviam sido transferidas provisoriamente durante o primeiro turno. O sistema utilizado pela Justiça Eleitoral parte dos dados da votação anterior e recebe atualizações posteriores.
“O problema é que o sistema inicia com o mesmo número que havia no primeiro turno e depois vai atualizando”, explicou Nunes Marques.
O ministro também mencionou o Sistema Elo, plataforma utilizada para registrar informações sobre as seções eleitorais. Segundo ele, a ferramenta ainda não estava completamente atualizada no momento do levantamento inicial.
Nunes Marques reforçou que o TSE não autoriza individualmente as mudanças de endereço realizadas pelos tribunais regionais.
Minas Gerais lidera lista de locais alterados
O levantamento apresentado pelo TSE na terça-feira (20) mostra Minas Gerais na primeira posição entre os estados com mais seções eleitorais modificadas, com 17 alterações.
Na sequência aparecem:
- Maranhão: 13 seções com alterações;
- Pará: 11 seções com alterações.
Em contrapartida, sete unidades da Federação não registraram mudanças nos locais de votação: Acre, Alagoas, Distrito Federal, Goiás, Roraima, Santa Catarina e Tocantins .
O TSE solicitou aos 27 Tribunais Regionais Eleitorais a relação completa dos endereços efetivamente modificados. Os TREs se comprometeram a divulgar as informações para orientar os eleitores afetados.
Ministério Público pede contato com eleitores
Na segunda-feira (19), o Ministério Público Eleitoral (MPE) recomendou que a Justiça Eleitoral intensifique a comunicação com os eleitores que terão de votar em endereços diferentes.
A medida busca garantir que as pessoas atingidas pelas alterações sejam informadas a tempo de se organizar para o segundo turno.
A Justiça Eleitoral também alertou que a relação de locais modificados poderá mudar até domingo (25), caso surjam situações que exijam a transferência de seções por motivos estruturais, meteorológicos ou de segurança.
Por isso, os eleitores devem consultar os canais oficiais da Justiça Eleitoral para confirmar o endereço em que deverão votar antes de sair de casa.