
A ponte sobre o Rio Itajaí-Açu, localizada no km 111,8 da BR-101, no Litoral Norte de Santa Catarina, passará por obras de recuperação durante quatro dias seguidos . Os trabalhos são realizados entre 21h e 5h e seguem até quinta-feira (22), com desvios temporários no trânsito.
Durante as intervenções, o tráfego no sentido Norte, em direção a Curitiba, será desviado para a faixa da esquerda da pista Sul, no sentido Florianópolis . No trecho da ponte, a faixa funcionará temporariamente em mão dupla.
Ao fim de cada turno de trabalho, o trânsito voltará à configuração habitual. Segundo a concessionária Arteris Litoral Sul, responsável pela rodovia, as atividades poderão ser reprogramadas em caso de chuva ou de condições operacionais desfavoráveis .
Obras substituem componentes da ponte
As intervenções fazem parte do projeto de recuperação da ponte, que recebe investimento de R$ 24 milhões e tem prazo estimado de 12 meses para conclusão.
Nesta etapa, as equipes trabalham na substituição dos aparelhos de apoio da estrutura, componentes responsáveis por transmitir as cargas da ponte aos pilares e permitir pequenos movimentos decorrentes de variações de temperatura e do tráfego.
Em fases anteriores, foram realizados serviços de macaqueamento, um procedimento que utiliza equipamentos hidráulicos para elevar temporariamente partes da estrutura. Além disso, foram feitas também perfurações e a instalação de barras de alta resistência para a montagem dos novos componentes.

MPF havia classificado estrutura como “sofrível”
Em junho de 2026, o Ministério Público Federal (MPF) recomendou à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) a realização urgente de uma vistoria e a elaboração de um laudo de segurança da ponte sobre o Rio Itajaí-Açu, que liga Itajaí a Navegantes .
A recomendação foi motivada por dados da própria agência reguladora, que atribuíram nota 2 ao quesito estrutural da ponte . Segundo o MPF, a avaliação apontou deficiências nos aparelhos de apoio, armaduras de aço expostas e corroídas e perda de seção superior a 20% da área total das armaduras.
No documento, o órgão classificou as condições da estrutura como “sofríveis” e alertou para os riscos aos usuários da rodovia. O MPF também estabeleceu prazos para que a ANTT realizasse a fiscalização e cobrasse da concessionária responsável as medidas necessárias para a recuperação.