
O nome do deputado federal reeleito Eduardo Pazuello (PL-RJ) passou a circular nos bastidores do mercado de energia como um dos cotados para assumir a presidência da Petrobras em uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno.
A cotação de Pazuello não é casual. Nos últimos anos, o deputado migrou de forma intensa para a articulação no setor de energia, consolidando-se como uma das vozes mais ativas do Congresso na defesa do petróleo e do gás.
Ele preside a Frente Parlamentar em Apoio ao Petróleo, Gás e Energia, FREPPEGEN, bancada suprapartidária que se destaca na defesa da exploração na margem equatorial, na região da Foz do Amazonas, e na tentativa de isentar o combustível de novos impostos na Reforma Tributária.
A atuação parlamentar soma-se a uma origem familiar diretamente ligada ao setor. A família Pazuello manteve forte presença no ramo armador, com a J.A. Leite Navegação Ltda., empresa de transporte marítimo e fluvial e de construção de embarcações baseada no Amazonas.
O general e seus irmãos herdaram o espólio da companhia, o que lhe confere conhecimento prático da logística fluvial e da operação de embarcações na região amazônica — um diferencial estratégico em um país de dimensões continentais.
A formação militar reforça o perfil de gestão. Formado na Academia Militar das Agulhas Negras, Pazuello cursou o Estado-Maior do Exército e passou por cursos de política e estratégia aeroespacial na Força Aérea Brasileira. A trajetória de comando em estruturas complexas, somada ao mestrado e à experiência como ministro da Saúde, é apontada por aliados como evidência de capacidade para conduzir uma estatal do
porte da Petrobras, que exige disciplina, planejamento e visão de longo prazo.
No Congresso, a atuação de Pazuello tem sido marcada pela defesa da segurança jurídica, da continuidade e da previsibilidade para o setor. Em encontros com empresários de infraestrutura, o deputado reeleito defendeu um ambiente de negócios mais estável e a integração do setor de petróleo, gás e energia. A defesa da exploração na margem equatorial ganhou ainda mais relevância após a Petrobras confirmar, em agosto, a descoberta de petróleo no poço Morpho, na bacia da Foz do Amazonas — um achado que analistas avaliam como capaz de reposicionar o Brasil no cenário energético mundial.
Com: Última Hora Online, Valor Econômico, BENews e Folha