
O sistema de metrô do Rio de Janeiro poderá ser ampliado nos próximos anos, mas os projetos ainda estão na fase de estudos. O governo do estado, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Coppe/UFRJ assinaram, nesta quinta-feira (25), um acordo para avaliar a expansão das l inhas 2 e 4 e a criação da Linha 3 . As informações são do RJ2, da TV Globo.
Entre as propostas estão a extensão da Linha 2, do Estácio até a Praça XV, a ampliação da Linha 4, da Barra da Tijuca até o Recreio dos Bandeirantes, e uma nova ligação metroviária entre o Rio, Niterói e São Gonçalo .
Os estudos ainda precisam analisar fatores como a demanda de passageiros, a integração entre os trechos e os melhores traçados para cada projeto. Assim, o acordo não significa que as obras já estejam autorizadas ou que tenham data para começar.
Quais expansões do metrô estão em estudo?
Três projetos fazem parte da nova etapa de estudos:
- Linha 2: extensão entre o Estácio e a Praça XV, na região central do Rio;
- Linha 4: prolongamento da Barra da Tijuca até o Recreio dos Bandeirantes;
- Linha 3: criação de uma ligação entre o Rio de Janeiro, Niterói e São Gonçalo.
A intenção é avaliar os projetos de maneira integrada, considerando como os passageiros se deslocam pela Região Metropolitana do Rio e de que forma os novos trechos poderiam se conectar ao sistema já existente.
Linha 3 pode ter túnel entre Rio de Janeiro e Niterói
Uma das alternativas que será analisada para a Linha 3 prevê uma ligação entre o Aeroporto Santos Dumont, na região central do Rio de Janeiro, e o bairro Gragoatá, em Niterói .
Nesse cenário, seria estudado um túnel subaquático sob a Baía de Guanabara . A possibilidade faz parte de uma discussão antiga sobre a expansão do transporte metroviário para o outro lado da baía.
A primeira proposta de uma ligação metroviária entre Rio e Niterói apareceu em planos elaborados em 1968, mas o projeto nunca foi executado.
Segundo a secretária estadual de Transportes, Priscila Sakalem, as novas análises precisam considerar os avanços da engenharia desde as primeiras propostas.
“Desde que esses estudos começaram a acontecer, a engenharia tem evoluído.”
Ela afirmou que as técnicas disponíveis atualmente são diferentes das utilizadas décadas atrás e que ainda não está definido qual modelo de engenharia será adotado.
Metrô até a Praça XV é projeto antigo
A extensão da Linha 2 até a Praça XV também é discutida há décadas. A ideia de levar o metrô até a região central do Rio existe há quase 50 anos.
Uma obra chegou a ser iniciada na década de 1980, mas acabou interrompida.
Já a possibilidade de estender a Linha 4 até o Recreio dos Bandeirantes vem sendo debatida há pelo menos uma década.
Com o novo acordo, os projetos antigos voltam a ser analisados a partir de estudos atualizados sobre demanda, engenharia e integração do sistema.
Quem vai pagar pelos estudos?
O BNDES será responsável inicialmente pelo financiamento dos estudos. O banco deverá contratar consultorias e antecipar os custos necessários para a análise dos projetos.
O ressarcimento ao governo estadual será definido posteriormente, de acordo com o modelo escolhido para a execução das obras.
Segundo Luciene Machado, superintendente da área de soluções para cidades do BNDES, se a alternativa escolhida for uma obra pública, o pagamento será negociado entre o banco e o estado.
Caso seja adotado um modelo de parceria público-privada (PPP), o ressarcimento poderá ocorrer por meio do vencedor da futura licitação.
Estudos da Coppe devem terminar em 2027
A Coppe/UFRJ, que é o é o Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia, ligado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), já desenvolve pesquisas relacionadas à expansão do metrô no estado. O novo acordo prevê a integração desses trabalhos com as demais análises.
Segundo o professor Glaydston Mattos Ribeiro, um dos estudos em andamento tem previsão inicial de conclusão para o fim de 2027.
A ideia é analisar os deslocamentos de passageiros na Região Metropolitana para identificar como os diferentes projetos poderiam funcionar em conjunto.
O objetivo é avaliar as origens e os destinos dos passageiros e verificar quais alternativas poderiam atender melhor à demanda existente.
Quando as obras do metrô vão começar?
Ainda não há uma data definida para o início das obras.
O acordo assinado nesta quinta-feira representa uma etapa de estudos e planejamento. Antes de uma eventual construção, ainda será necessário definir os projetos, os traçados, o modelo de execução e as formas de financiamento.
O governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, afirmou que não pretende estabelecer um cronograma neste momento.
A definição da agenda deverá ser discutida com o governador que assumir o cargo em 6 de janeiro, após as eleições deste ano.
Por enquanto, os projetos de expansão do metrô do Rio seguem em fase de análise, sem garantia de que todos os trechos estudados serão efetivamente construídos.