PM é preso após esposa ser encontrada morta com tiro na cabeça

Larissa Cruz Morata, de 29 anos, foi encontrada no banheiro de casa em Embu das Artes; marido teve prisão temporária decretada

Larissa Cruz Morata e o marido, o policial militar Vinícius Costa Silva; ele foi preso temporariamente durante a investigação da morte dela
Foto: Reprodução/Instagram/Vinícius Costa Silva
Larissa Cruz Morata e o marido, o policial militar Vinícius Costa Silva; ele foi preso temporariamente durante a investigação da morte dela

O policial militar Vinícius Costa Silva, de 26 anos, foi preso temporariamente nesta segunda-feira (07) após a morte da esposa, Larissa Cruz Morata, de 29, em Embu das Artes, no estado de São Paulo. Ela foi encontrada com um tiro na cabeça no banheiro da casa do casal no domingo (06).

*Alerta de gatilho: esta reportagem aborda morte, possível feminicídio e suicídio.*

Como denunciar violência contra a mulher
Foto: Conteúdo gerado por IA
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A prisão foi decretada pela Justiça após o avanço da investigação. Segundo a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), os elementos reunidos inicialmente indicaram a possível ocorrência de um crime, levando a Polícia Civil a pedir a detenção do PM.

Vinícius foi apresentado à Corregedoria da Polícia Militar e encaminhado ao Presídio Militar Romão Gomes, na Zona Norte da capital. A prisão é temporária e pode durar inicialmente 30 dias.

Larissa foi encontrada caída no banheiro da suíte. A arma usada no disparo pertencia ao marido e estava sob o corpo dela. Também foram apreendidos um coldre, munições, carregador e um estojo deflagrado.

O policial disse em depoimento que o casal havia conversado sobre o fim do relacionamento horas antes. Segundo a versão apresentada por ele, depois da conversa foi dormir e acordou após ouvir um disparo. Vinícius negou ter matado a mulher.

Família contesta versão apresentada pelo policial

Familiares afirmam que Larissa havia decidido deixar o marido e sair da residência com o filho do casal, de dois anos. Eles também relataram episódios anteriores de comportamento agressivo e controle por parte do PM. As acusações são negadas pela defesa.

O boletim de ocorrência registrou que havia “dúvida razoável” sobre a hipótese de suicídio, ao qual o UOL teve acesso. A Polícia Civil pediu exames para verificar resíduos de disparo nas mãos de Larissa e de Vinícius, além de perícias na arma e análises balísticas.

A defesa do policial afirma que ele não praticou violência contra Larissa e que os laudos devem demonstrar sua inocência. O advogado também diz que existem conversas anteriores em que a mulher teria manifestado pensamentos relacionados à possibilidade de tirar a própria vida diante do fim do relacionamento.

A Polícia Civil ainda não concluiu se Larissa tirou a própria vida ou foi vítima de outra pessoa. Apesar da prisão do marido, a ocorrência permanece registrada como morte suspeita na Delegacia de Embu das Artes.

O iG entrou em contato com a defesa de Vinícius Costa Silva para pedir um posicionamento atualizado sobre a prisão e aguarda retorno. A SSP-SP também foi procurada para esclarecer quais elementos levaram ao pedido de prisão e se o caso já é investigado formalmente como feminicídio. O espaço permanece aberto.