
Um homem de Taiwan
foi condenado a cinco meses de prisão por ter utilizado um aspirador de pó robô com câmeras para gravar a mulher que o traiu com outro homem.
O caso veio à público recentemente após repercutir na imprensa regional. Segundo o South China Morning Post, o marido desconfiava da possibilidade de traição e decidiu utilizar o equipamento de forma remota. O aparelho possuía capacidade de realizar transmissões ao vivo da residência.
Com isso, o homem ativou remotamente a função do robô e conseguiu capturar a esposa durante a traição
. O material foi utilizado em ação civil contra a mulher, que teve que indenizar o homem em cerca de R$ 270 mil.
A situação ganhou outro episódio mais recentemente, porém, quando a mulher “rebateu” as ações judiciais do ex-marido com um novo processo. Ela alegou violação de privacidade, já que as imagens utilizadas eram de cunho íntimo.
A Justiça local deu ganho à mulher e condenou o homem a cinc o meses de prisão, além de multa equivalente a R$ 80 mil.
Robô aspirador transmitiu momento íntimo
Em dezembro de 2023, o homem acionou remotamente a função da câmera do robô e obteve a prova de que estaria sofrendo traição. O aparelho tinha capacidade de realizar transmissão ao vivo.
Depois disso, o homem gravou as imagens e utilizou os vídeos e fotos obtidos na primeira disputa judicial, que ganhou.
A legislação de Taiwan permite que o adultério gere indenização para quem foi prejudicado pela violação à relação. Tanto a esposa quanto o amante foram responsabilizados e pagaram metade do valor, cada um.
No Brasil, o adultério deixou de ser crime desde 2005.
Violação da privacidade
Algum tempo depois, a esposa iniciou novo processo judicial, contra o marido, alegando que as imagens eram íntimas e foram gravadas sem autorização. A defesa do homem rebateu que o material foi aceito como evidência noutra ação, o que torna a conduta juridicamente justificável.
A Justiça , contudo, rejeitou o argumento. Conforme a decisão, as obrigações conjugais não ultrapassam direitos individuais à privacidade. O tribunal detalhou que mesmo que o robô emitisse luzes ou sinais, não era suficiente para a mulher saber das filmagens.
Com isso, o tribunal entendeu que o marido violou deliberadamente a privacidade da companheira ao obter as filmagens e o condenou a uma multa de cerca de R$ 24 mil e cinco meses de prisão.