Homem é preso após vizinho morrer durante briga no interior de SP

Confronto aconteceu em uma propriedade rural em Guaratinguetá; suspeito alegou ter reagido depois de ser agredido

Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi chamada, mas a vítima não resistiu e morreu no local
Foto: Divulgação SSP
Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi chamada, mas a vítima não resistiu e morreu no local

Um homem foi preso em flagrante após o vizinho morrer durante uma briga  em uma propriedade rural de Guaratinguetá, no interior de São Paulo. O caso aconteceu na noite de terça-feira (25), na Estrada do Rio das Pedras, na região rural da cidade.

De acordo com o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada para atender uma ocorrência de agressão. Quando os policiais chegaram ao local, encontraram o suspeito e o sobrinho dele. A vítima estava caída no chão e apresentava ferimentos graves.

Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi chamada, mas a vítima não resistiu e morreu no local .

Vítima teria ido até a propriedade

Segundo o relato registrado pela polícia, houve uma discussão entre os dois vizinhos antes da agressão.

O suspeito afirmou aos policiais que a vítima teria ido até a propriedade para convidá-lo a ir à cidade. Ainda segundo a versão apresentada por ele, os dois começaram a discutir depois que o convite foi recusado.

O homem relatou que teria sido ofendido e agredido fisicamente pelo vizinho. Depois, segundo seu depoimento, a vítima teria retornado ao local carregando um pedaço de madeira. Os dois entraram em confronto e o suspeito afirmou ter atingido o vizinho com uma ferramenta metálica.

A versão apresentada pelo suspeito é a única descrita no boletim para a dinâmica da agressão.

Ferramenta foi encontrada em represa

Após o ataque, o suspeito teria jogado o objeto utilizado na agressão em uma represa próxima à propriedade.

Segundo o boletim, ele próprio indicou aos policiais onde havia deixado a ferramenta. O objeto foi localizado submerso e recolhido pela perícia para passar por exames.

O local foi preservado para o trabalho da Polícia Científica e da Polícia Civil.

Polícia prende suspeito em flagrante

A autoridade policial decidiu manter a prisão em flagrante após analisar as informações reunidas inicialmente e ouvir as pessoas envolvidas. O documento aponta que havia elementos de autoria e materialidade suficientes para a autuação naquele momento.

O suspeito permaneceu no local até a chegada da polícia, colaborou com os trabalhos e não ofereceu resistência. Por isso, segundo o registro, não foi necessário utilizar algemas.

Investigação ainda vai esclarecer o que aconteceu

A Polícia Civil não descarta que o homem possa ter agido em legítima defesa. No entanto, o delegado responsável pelo flagrante afirmou que não havia, naquele momento, elementos suficientes para considerar essa hipótese evidente.

O boletim aponta que não foram encontradas testemunhas presenciais, imagens de câmeras de segurança ou outros elementos independentes que confirmassem a versão apresentada pelo suspeito. Por isso, a análise sobre uma possível legítima defesa deverá continuar durante a investigação e poderá ser avaliada posteriormente pela Justiça.

O suspeito foi encaminhado para a Cadeia Pública de Lorena e deverá passar por audiência de custódia. A perícia também solicitou exames no local, além de exame de corpo de delito e necroscópico.