Vídeo: ave de rapina é resgatada após 12 dias presa em torre

Bombeiro escalou uma estrutura de 34 metros no vilarejo de Yadavpur, no norte da Índia, para cortar os fios que prendiam as patas do animal; veja

A águia-pintada-indiana vive em florestas e áreas úmidas do norte da Índia e regiões vizinhas
Foto: Reprodução Wikimedia Commons/Tisha Mukherjee
A águia-pintada-indiana vive em florestas e áreas úmidas do norte da Índia e regiões vizinhas

Uma ave de rapina passou cerca de 12 dias presa no alto de uma torre de telefonia em Yadavpur, no estado de Uttar Pradesh, no norte da Índia.  O animal foi resgatado da estrutura de 34 metros de altura na última quinta-feira (13).


As patas  da ave ficaram emaranhadas em fios e cordas no ponto mais alto da torre, impedindo o voo. Sem conseguir sair, a ave passou quase duas semanas em condições degradantes, sem acesso a comida ou água.

A águia-pintada-indiana vive em florestas e áreas úmidas do norte da Índia e regiões vizinhas
Foto: Reprodução Wikimedia Commons/Tisha Mukherjee
A águia-pintada-indiana vive em florestas e áreas úmidas do norte da Índia e regiões vizinhas


Alguns moradores do vilarejo perceberam a situação e acionaram o Corpo de Bombeiros da região. A equipe chegou sob comando do oficial assistente Radhey Shyam Dubey, enquanto o bombeiro Ashwani Kumar subiu a torre utillizando um equipamento de  segurança.

Foto: Reprodução Wikimedia Commons/Tisha Mukherjee e Reprodução Wikimedia Commons/Ikshan Ganpathi
A águia-pintada-indiana vive em florestas e áreas úmidas do norte da Índia e regiões vizinhas


No alto da estrutura, o profissional resgatista cortou o fio e a corda que prendiam a pata do  animal. No instante em que foi solta, a ave abriu as asas e levantou voo diante dos moradores que acompanhavam a operação do chão.

Foto: Reprodução Wikimedia Commons/Manoj Karingamadathil - https://www.inaturalist.org
A águia-pintada-indiana vive em florestas e áreas úmidas do norte da Índia e regiões vizinhas


Linha de pipa é a maior ameaça às aves de rapina na Índia

Na semana da independência indiana, comemorada no dia 15 de agosto, o céu do país fica tomado por linhas de manja, o cerol local, feito de algodão ou nylon revestido de vidro moído. O período coincide com o pico anual de soltura de pipas, mas representa um perigo para as aves locais.

Soltar pipa está profundamente enraizado na nossa cultura, especialmente no Dia da Independência. Mas a manja é uma arma mortal que não ameaça só as aves, também põe seres humanos em risco. É proibida na Índia por um motivo muito bom. Os praticantes precisam respeitar a lei e agir com responsabilidade, para que as aves não sejam feridas nem mortas.
Kartick Satyanarayan, cofundador e presidente da ONG Wildlife SOS (ao jornal The Tribune)







Foto: Reprodução Wikimedia Commons/Afsar Nayakkan - https://www.inaturalist.org
A águia-pintada-indiana vive em florestas e áreas úmidas do norte da Índia e regiões vizinhas


O manja corta a linha da pipa do adversário, mas também dilacera asas, pescoço e patas de aves que cruzam o caminho. O Tribunal Verde Nacional proibiu a manja sintética e de nylon em 2017, e o governo de Délhi estendeu a medida a qualquer linha com revestimento. Apesar da legislação proibitiva, a venda do material cortante continua.

Foto: Reprodução Wikimedia Commons/Tisha Mukherjee
A águia-pintada-indiana vive em florestas e áreas úmidas do norte da Índia e regiões vizinhas


Só na capital, mais de 800 aves ficaram feridas na celebração de 2025, sendo que cerca de 10% morreram. Em Ahmedabad, um resgatista calcula 2 mil aves feridas por ano durante o festival de Uttarayan, 500 delas fatalmente.