
Uma ave de rapina passou cerca de 12 dias presa no alto de uma torre de telefonia em Yadavpur, no estado de Uttar Pradesh, no norte da Índia. O animal foi resgatado da estrutura de 34 metros de altura na última quinta-feira (13).
As patas da ave ficaram emaranhadas em fios e cordas no ponto mais alto da torre, impedindo o voo. Sem conseguir sair, a ave passou quase duas semanas em condições degradantes, sem acesso a comida ou água.

Alguns moradores do vilarejo perceberam a situação e acionaram o Corpo de Bombeiros da região. A equipe chegou sob comando do oficial assistente Radhey Shyam Dubey, enquanto o bombeiro Ashwani Kumar subiu a torre utillizando um equipamento de segurança.
No alto da estrutura, o profissional resgatista cortou o fio e a corda que prendiam a pata do animal. No instante em que foi solta, a ave abriu as asas e levantou voo diante dos moradores que acompanhavam a operação do chão.
Linha de pipa é a maior ameaça às aves de rapina na Índia
Na semana da independência indiana, comemorada no dia 15 de agosto, o céu do país fica tomado por linhas de manja, o cerol local, feito de algodão ou nylon revestido de vidro moído. O período coincide com o pico anual de soltura de pipas, mas representa um perigo para as aves locais.
O manja corta a linha da pipa do adversário, mas também dilacera asas, pescoço e patas de aves que cruzam o caminho. O Tribunal Verde Nacional proibiu a manja sintética e de nylon em 2017, e o governo de Délhi estendeu a medida a qualquer linha com revestimento. Apesar da legislação proibitiva, a venda do material cortante continua.
Só na capital, mais de 800 aves ficaram feridas na celebração de 2025, sendo que cerca de 10% morreram. Em Ahmedabad, um resgatista calcula 2 mil aves feridas por ano durante o festival de Uttarayan, 500 delas fatalmente.