
Os ventos fortes que atingem o estado de São Paulo paralisaram ao menos, até o momento, cinco travessias entre a noite desta quinta-feira (6) e a manhã desta quinta-feira (7).
A informação foi confirmada pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil).
A decisão da paralisação ocorreu como medida preventiva de segurança. No momento, todas as travessias estão funcionando normalmente, mas a situação depende da velocidade dos ventos, que pode paralisar novamente as balsas.
A suspensão segue os protocolos de segurança da Semil, que paralisa toda travessia quando os ventos atingem 46 km/h.
Sendo assim, pelo menos cinco operações foram paralisadas:
- Santos–Guarujá
- Vicente de Carvalho–Santos
- Bertioga–Guarujá
- São Sebastião–Ilhabela
- Iguape–Juréia
A operação Santos–Guarujá foi paralisada pela primeira vez das 22h07 às 22h34 e, novamente, das 6h38 às 7h28, após registrar ventos de 22,76 nós (42,1 km/h) e rajadas de até 37,96 nós (70,3 km/h).
Já a travessia Bertioga–Guarujá foi paralisada das 22h25 às 23h25 e, mais uma vez, das 6h55 às 7h56, com registro de ventos de 12 nós (22,2 km/h) e rajadas de 14,2 nós (26,2 km/h).
A operação São Sebastião–Ilhabela, primeiramente, teve a operação suspensa preventivamente, por determinação da Semil diante da previsão de ventos fortes.
A primeira interdição foi realizada das 22h28 às 22h49 e, novamente, das 23h18 às 0h55. Nesta manhã, foi feita uma nova paralisação iniciada às 7h50, com ventos de 28,9 nós (53,5 km/h) e rajadas de até 38,3 nós (70,9 km/h).
A passagem Iguape–Juréia foi interrompida às 5h09 e retornou logo em seguida. A Vicente de Carvalho–Santos foi paralisada das 6h40 às 7h05.
A Semil também informou que as equipes seguem monitorando as condições meteorológicas durante as operações.
Por volta das 11h, o site da Semil informava que todas as operações estavam operando normalmente. O maior tempo de espera registrado era na travessia São Sebastião–Ilhabela, com tempo de uma hora.
Morte no litoral
No final de julho, durante a outra ventania registrada no Litoral Norte de São Paulo, um pescador morreu após o naufrágio no canal entre São Sebastião e Ilhabela.
Dos cinco ocupantes da embarcação, dois saíram ilesos, outros dois foram socorridos pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) em estado de choque, e a quinta vítima foi localizada sem vida durante as buscas realizadas por equipes da Defesa Civil e do Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar).
Gabinete de Crise em São Paulo
O Governo de São Paulo anunciou a instalação de um Gabinete de Crise, por meio da Defesa Civil, para acompanhar os impactos da frente fria associada à formação do ciclone .
A medida começou a valer nesta quinta-feira (6) e segue até sábado (8), período em que há previsão de rajadas de vento de até 100 km/h em partes do estado.
Segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), os ventos começam a ganhar força na tarde de quinta-feira, inicialmente com rajadas de até 60 km/h. Na sexta-feira (7) e no sábado (8), os ventos poderão atingir 100 km/h, principalmente no litoral paulista, na faixa leste do estado e em áreas de serra.
A Defesa Civil alerta para risco de:
- queda de árvores;
- destelhamentos;
- interrupções no fornecimento de energia elétrica;
- queda de placas e outdoors;
- danos em estruturas;
- dificuldades no trânsito;
- impactos em aeroportos;
- ressaca e agitação marítima no litoral.
Entre as principais recomendações do órgão estão evitar permanecer próximo de árvores, postes, fios elétricos e estruturas metálicas durante os períodos de vento intenso.