Espécie invasora é conhecida pelos danos que pode causar em lavouras, mas não era comum em perímetro urbano
Foto: Reprodução/Redes Sociais
Espécie invasora é conhecida pelos danos que pode causar em lavouras, mas não era comum em perímetro urbano

Moradores da cidade de Soledade (RS) relatam preocupação com javalis que circulam pelas ruas da cidade de forma livre. Conforme as imagens gravadas pela população e publicadas nas redes sociais, os animais apareceram próximos de casas e centros comerciais urbanos. Assista abaixo:

Segundo os relatos, o  temor é que os animais “tomem conta”, provoquem acidentes, invadam estabelecimentos ou até ataquem pessoas e outros animais. A presença dos javalis é um problema conhecido sobretudo em regiões rurais, onde ordas dos bichos podem destruir lavouras.

Contudo, o aparecimento em perímetro urbano trouxe outra dimensão para a problemática. Os javalis podem atacar caso se sintam ameaçados, especialmente crianças ou animais domésticos. A orientação é evitar interagir ou encurralar os animais.

O javali é considerado uma das 100 piores espécies exóticas invasoras pela União Internacional para Conservação da Natureza. Os indivíduos chegaram ao Brasil na década de 1960 trazidos da Europa, Ásia e norte da África. A espécie é conhecida pela agressividade, facilidade de adaptação e reprodução descontrolada. Ela não possui predadores naturais no Brasil.

O iG procurou a Secretaria de Meio Ambiente de Soledade (RS), mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. O espaço segue aberto. 


Javalis são espécie exótica invasora no país

A espécie é invasora em vários estados brasileiros e existe uma política nacional de controle e abates definida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Já no Rio Grande do Sul há um plano de controle populacional, chamado Plano Javali-RS. Em 2019, foram implementadas medidas para tentar frear a expansão dos javalis, como monitoramento e uso de armadilhas, além da integração do Exército e da Brigada Militar no combate ao animal. 

A caça amadora foi autorizada em regime experimental em 1995 pelo Ibama no estado gaúcho, mas segue proibida desde então, a menos que haja autorização do órgão e registro das armas pelo exército.

Um questionário foi realizado pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, a fim de levantar números com ocorrências da espécie e os impactos no setor rural no estado. Os resultados e demais políticas ou ações ainda não foram divulgados.

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