Região do conflito com
Divulgação/Forças de Defesa de Israel
Região do conflito com "zonas de segurança" demarcadas por Israel

Poucos dias depois de  um novo cessar-fogo assinado entre os Estados Unidos e Irã, Israel acusa o Hezbollah de violar o armistício “constantemente” . Contudo, o país realizou ataques que atingiram o Sul do Líbano  nesta sexta-feira (19).

Por meio de suas redes sociais, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Israel, Oren Marmorstein, acusou o Hezbollah de violar de forma constante o acordo firmado. O texto foi assinado online na quarta-feira (17) e entrou em vigor na sexta (19).


A própria Defesa de Israel admitiu ter soldados “operando” ao Sul do Líbano. O Hezbollah, por sua vez, afirma que 111 pessoas foram mortas na ação militar israelense na região. O ataque teria sido realizado com drones e aeronaves de guerra. 

Um suposto contra-ataque também teria ocorrido contra Israel, mas, até o momento, o Hezbollah não assumiu a autoria das ofensivas. O porta-voz relata que foram 50 projéteis e que o país, assim como qualquer nação-soberana, se defenderá.


Escalada de ataques motiva fechamento de Ormuz

O cessar-fogo assinado entre os Estados Unidos e o Irã ocorreu após uma série de trocas de hostilidades. O acordo exige fim imediato das operações militares . Israel não fez parte das negociações, mas se opôs pois previa restrição à presença no Sul do Líbano.

Mesmo assim, Israel e Hezbollah haviam firmado um acordo próprio de cessar-fogo, também na sexta (19), segundo fontes estadunidenses .

A negociação aconteceu justamente após os ataques violentos no Líbano colocaram em risco o acordo entre Washington e Teerã para cessar a guerra do Oriente Médio.

Nenhum dos dois lados tinha se pronunciado após o comunicado por parte dos Estados Unidos até novos comunicados de ataques voltarem a acontecer. Os novos ataques ao território libanês resultaram em novo fechamento do Estreito de Ormuz por parte do Irã.

Teerã anunciou a medida e justificou que o memorando também destacava respeito à integridade territorial do Líbano, pois o local também era considerado uma das frentes da guerra.

Novas conversas entre Teerã e Washington estão previstas para este domingo (21), na Suíça.

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