TV Justiça
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Após uma série de falhas técnicas e saídas do ar das transmissões ao vivo dos julgamentos da Suprema Cort e, nesta terça-feira (16), equipes oficiais de comunicação da Justiça suspenderam a greve, depois de dois dias de paralisação total. Os profissionais da Rádio e TV Justiça voltaram a rotina regular nesta quarta (17) e aceitaram proposta do Supremo Tribunal Federal (STF) que garantiu pagamento direto dos direitos trabalhistas que estavam em atraso.

Greve na Rádio e TV Justiça paralisa programação das emissoras do judiciário
Divulgação/SJPDF
Greve na Rádio e TV Justiça paralisa programação das emissoras do judiciário


A primeira transmissão ao vivo da pauta do dia era do caso Eduardo Bolsonaro, ex-deputado cassado que foi condenado por coação pelo STF. O julgamento enfrentou duas saídas do ar e problemas técnicos de filmagem e oscilações de som . Em audiência o Ministro Flávio Dino falou por mais de uma vez que estavam enfrentando "problemas técnicos"  e que já tava "rezando" para tudo se resolver. 

Sessão da Primeira Turma do STF desta terça (16) tem problemas técnicos e paralisa os trabalhos
Foto: Luiz Silveira/STF
Sessão da Primeira Turma do STF desta terça (16) tem problemas técnicos e paralisa os trabalhos


Com a ausência dos operadores técnicos, jornalistas especializados, radialistas e editores a estrutura foi manuseada de forma improvisada para colocar no ar as principais transmissões. As dificuldades enfrentadas nesta terça, na transmissão dos julgamentos das Turmas , dificultaram o acompanhamento das explanações e votos pelos telespectadores e pela imprensa .

Suspensão da greve

A principal reinvidicação dos funcionários da comunicação da justiça eram: garantias jurídicas da equipe administrativa do  STF sobre a retenção do dinheiro da Fundação para o Desenvolvimento das Artes e da Comunicação (Fundac) - empresa terceirizada que presta serviços ao Supremo - fosse utilizado exclusivamente para pagar os 164 trabalhadores prejudicados .

O acordo firmado entre as entidades representativas e Supremo para regularizar as pendências trabalhistas, estipula plano de ação a ser executado de forma imediata:

  • Checagem de valores:  foi estipulado que nesta sexta (19), o STF vai apresentar levantamento dos valores devidos a cada profissional gerido pela Fundac, dentre eles os salários e auxílio-alimentação.
  • Garantias rescisórias:  será depositado diretamente do STF para cada funcionário das verbas rescisórias, isso porque o contrato atual com a Fundac termina em 31 de julho e a partir de 1º de agosto uma nova empresa assume.
  • Regularização do Fundo de Garantia:  o Supremo Tribunal assumiu a responsabilidade de pagar diretamente todo o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) dos 164 funcionários, que não é recolhido pela empresa terceirizada a mais de dez meses.
  • Inclusão de freelancers:  será quitados as pendências de pagamentos dos profissionais autônomos que prestaram serviços às emissoras de forma eventual.


O que dizem as representações da categoria

A greve foi liderada pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF) e Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Radiodifusão e Televisão do DF (Sinrad-DF) que afirmaram da suspensão do movimento é um voto de confiança, mas que seguem fiscalizando os desdobramentos e se os prazos serão cumpridos. 

"A suspensão da greve também é um gesto de maturidade e um voto de confiança dos/as trabalhadores/as no compromisso formal assumido pelo STF, mas poderá ser retomada se as promessas não forem honradas". Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF)


Segundo os sindicatos,  os profissionais retornam aos postos de trabalho e desempenham normalmente as atividades e que as transmissões da TV e Rádio Justiça serão estabilizados, mas reforçaram a "vigilância continua".

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