O presidente da República afirmou nova postura do governo federal brasileiro
Reprodução/Canal Gov
O presidente da República afirmou nova postura do governo federal brasileiro

Reunido com seu primeiro escalão nesta quarta-feira (3), no Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) elevou o tom a respeito do cenário geopolítico e cobrou conduta ativa das maiores potências globais pelo encerramento dos conflitos internacionais. O chefe de estado brasileiro garantiu que o país vai adotar uma postura altiva em fóruns internacionais. "Ou é a paz ou é nada. E nós queremos a paz", enfatizou.

Sob o pressuposto de que a estabilidade internacional reflete diretamente no crescimento interno do Brasil, Lula defendeu ainda, uma reforma urgente no comando global.

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O alvo principal das críticas do presidente foi a estagnação do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas ( ONU) diante das crises mundiais de conflitos armados. 

"O que eu quero é o multilateralismo. O que espero e estou implorando é que os cinco membros do conselho nacional da ONU tenham a capacidade de se reunir e discutir os papéis deles de promover a paz. E nós queremos paz, progresso, desenvolvimento e qualidade de vida dos brasileiros e vamos nisso até o fim". Ressaltou Lula


Diálogo aberto

A estratégia do governo brasileiro é de diálogo direto com líderes globais, o que, segundo o presidente, deve ganhar novos contornos nos próximos dias, inclusive com as grandes potências econômicas do planeta.

Em seu pronunciamento, Lula revela que vai acionar o governo norte-americano diretamente para tratar da situação internacional entre os dois países. “Eu vou mandar uma carta pro Trump sobre essas questões atuais”, antecipou e sinalizou que o Brasil vai buscar caminhos práticos e de resolução com objetivo concreto na estabilidade política, econômica e das relações institucionais.

Outro ponto levantado pelo presidente na reunião, que ainda está em curso no Planalto, é que o Brasil passa a assumir uma nova postura,  passando de uma era de concessões automáticas para protagonismo mundial e de projeção. “Acabou a subserviência. Esse país não vai mais adotar a política do vira lata pra ninguém”, pontuou o presidente.


Perfil do Brasil

Conforme a histórico da política externa brasileira o discurso sempre foi baseado e defendido por diretrizes claras da não-intervençã o, da autonomia dos povos e por resoluções pacíficas de conflitos ou entrave político, isso tudo reunido na Constituição Federal brasileira.

Conforme ações do Ministério das Relações Exteriores nos últimos anos, o país busca se posicionar como mediador de possíveis conflitos e lidera fóruns e blocos de cooperação internacional do mundo como o G20 e os BRICS.

Ao levantar e reforçar a defesa do multilateralismo — modelo em que as decisões internacionais são tomadas em conjunto por várias nações —, o Planalto se direciona à blindagem da economia interna de decisões, barreiras comerciais e impactos gerados por guerras pelo mundo.

Segundo afirmação do chefe do Executivo, o avanço social do Brasil depende da "previsibilidade e do equilíbrio" dos mercado internacional.  "Nós queremos paz, progresso, desenvolvimento e qualidade de vida dos brasileiros e vamos nisso até o fim”, concluiu Lula.

O encontro ministerial com o Planalto acontece como uma espécie de alinhamento estratégico para as ações diplomáticas futuras e discursos. De acordo com Lula, o momento atual do Brasil requer firmeza institucional, rejeita e repudia as pressões externas e declina à submissão.

“Essa reunião é uma arrumação de discurso. Não vamos baixar a cabeça. Vou recorrer ao G7. Alguém tem que colocar ordem na casa e dar um jeito no unilateralismo”. Declarou o presidente aos ministros.


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