Sem poder dizer diretamente que estava em perigo, ele usou uma referência ao desenho animado
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Sem poder dizer diretamente que estava em perigo, ele usou uma referência ao desenho animado "Bob Esponja" para alertar a esposa durante uma ligação monitorada pelos criminosos

Um motorista de aplicativo de 48 anos encontrou uma forma criativa de pedir ajuda durante um sequestro  na cidade de Sumaré, no interior de São Paulo. Sem poder dizer diretamente que estava em perigo, ele usou uma referência ao desenho animado "Bob Esponja" para alertar a esposa durante uma ligação monitorada pelos criminosos. A estratégia funcionou e ajudou a Polícia Militar a localizar o cativeiro e resgatar a vítima.

homem foi sequestrado na madrugada da última quarta-feira (27), após aceitar uma corrida em Campinas (SP). Horas depois, ele foi encontrado em uma casa na região da Vila Soma, em Sumaré. Um suspeito de 38 anos foi preso em flagrante, enquanto outros dois envolvidos conseguiram fugir.

Segundo a vítima, a conversa com a esposa foi fundamental para o desfecho do caso. "Salvou minha vida", afirmou. Durante o telefonema, os criminosos permitiram que ele atendesse a ligação enquanto tentavam acessar suas contas bancárias.

No fim da conversa, o motorista disse: "É, depois a gente assiste o Bob Esponja. Beijo". A frase chamou a atenção da esposa, que imediatamente desconfiou de que algo estava errado.

Sinal de alerta inesperado

De acordo com o motorista, a reação da companheira aconteceu porque a menção ao personagem era totalmente fora do comum na rotina do casal.

Minha esposa sacou que tinha algo errado e ligou pra polícia porque ela odeia Bob Esponja. Vítima do sequestro


O homem relatou ainda que os sequestradores também perceberam que a referência poderia ser um pedido de socorro. "Eles desconfiaram que o Bob Esponja era código. Começaram a me bater também. Mas eu tive que arriscar", disse.

Enquanto mantinham a vítima sob ameaça, os criminosos exigiam senhas bancárias e realizavam tentativas de transferências. Segundo o relato, eles também obrigavam o motorista a usar o reconhecimento facial para acessar aplicativos financeiros.

A vítima foi sequestrada após aceitar uma corrida e acabou mantida em cárcere por criminosos, que exigiram dinheiro da família para libertá-la
Divulgação Polícia Militar
A vítima foi sequestrada após aceitar uma corrida e acabou mantida em cárcere por criminosos, que exigiram dinheiro da família para libertá-la

Mais tarde, ele foi encapuzado, levado para uma residência e mantido amarrado. Nesse momento, a esposa já havia acionado a Polícia Militar. Com o rastreamento do celular da vítima, equipes cercaram o imóvel e realizaram o resgate.

"Eu ouvi um barulho de carro, imaginei que eram eles voltando. Aí entram dois soldados e rendem ele. Quando tirei o capuz e vi que era a polícia, levantei tremendo que nem vara verde. Comecei a chorar e abracei o tenente", relembrou.

No local, os policiais prenderam um homem de 38 anos e apreenderam um simulacro de pistola e um facão. O carro da vítima foi encontrado em um bairro próximo. O caso foi registrado no plantão policial de Sumaré e segue sob investigação.

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