Jairinho
Tomaz Silva/Agência Brasil
Jairinho

O pai de Henry Borel, Leniel Borel de Almeida Junior (Progressistas), afirmou nesta segunda-feira (25) que pretende apresentar aos jurados um suposto episódio envolvendo outra criança durante o julgamento do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, e de Monique Medeiros, acusados pela morte do menino de 4 anos.

A declaração foi dada antes da retomada do julgamento no 2º Tribunal do Júri da Capital, no Centro do Rio de Janeiro. Segundo Leniel, o caso nunca teria sido investigado nem divulgado anteriormente.

Vocês sabiam que tem mais um outro caso que não apareceu, que não foi investigado, que o Jairo queimou uma menina e a mãe não falou? Mas eu aguardei cinco anos para estar aqui. Eu aguardei cinco anos segurando a estratégia porque eu não poderia falar.

Sem apresentar detalhes sobre o episódio citado, Leniel disse que a assistência de acusação pretende utilizar o julgamento para expor elementos que, segundo ele, ajudam a demonstrar o comportamento do ex-vereador.

A esse júri vamos mostrar a verdade. Vamos mostrar quem são Jairo e Monique.

O iG procurou a assessoria de Leniel para comentar as declarações feitas e aguarda retorno. O espaço permanece aberto para manifestação.

"Começo do fim"

No discurso antes do início da sessão, Leniel classificou a retomada do julgamento como um momento decisivo na busca por responsabilização pela morte do filho.

"Acho que chegamos ao começo do fim", afirmou.

Ele também voltou a defender a tese da acusação de que Jairinho e Monique devem responder pela morte da criança.

"Se três pessoas entraram vivas naquele apartamento, dois adultos e uma criança, e depois saem dois adultos e uma criança morta, o que é que aconteceu naquele apartamento?", questionou.

Segundo Leniel, nenhum dos acusados explicou de forma convincente o que ocorreu na madrugada da morte de Henry.

"Nunca falam o que aconteceu naquele apartamento. Se ambos não falam o que aconteceu, os dois estão na mesma pena, os dois estão no mesmo crime", disse.

Críticas à demora do julgamento

Leniel também criticou o tempo entre a conclusão da fase de instrução e a realização do júri popular.

"Por que cinco anos para fazer justiça por uma criança?", questionou.

De acordo com ele, os recursos apresentados pelas defesas contribuíram para prolongar a tramitação do processo.

Jairinho e Monique respondem por homicídio triplamente qualificado e outros crimes relacionados à morte de Henry Borel, ocorrida em março de 2021. Ambos negam participação no crime.

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