Governo do estado realiza o simulado nesta quarta-feira (06) com objetivo de testar integração e ação de órgãos competentes em casos climáticos
Foto: João Pedro Rodrigues/Secom
Governo do estado realiza o simulado nesta quarta-feira (06) com objetivo de testar integração e ação de órgãos competentes em casos climáticos

O governo do Rio Grande do Sul realizou nesta quarta-feira (06) um simulado de deslizamento de terra em Bento Gonçalves (RS). A ação testa na prática protocolos de resposta a desastres adotados após as enchentes de 2024 e envolve profissionais de áreas de resgate, alerta, evacuação, moradores e a imprensa.

O bairro escolhido foi o Zatt, umas das principais áreas de risco geológico da cidade, que é a quarta com maior risco geológico no Rio Grande do Sul.

A ação começou às 10h e se estendeu até às 17h, com principal objetivo de avaliar a articulação entre as instituições de proteção e resposta com a aplicação do Sistema de Comando de Incidentes (SCI), uma ferramenta que padroniza respostas a situações de emergência.

De acordo com a nota do governo gaúcho, a mobilização é diferente de uma demonstração, pois “o que vai ocorrer é um teste prático, em tempo real, de todos protocolos consolidados desde 2024”. A atividade envolve cenários simulados de mortos, feridos e desaparecidos.

Com a simulação, será possível exercitar a tomada de decisão; testar fluxos de comunicação, comando e controle; avaliar o emprego dos elementos de preparação e resposta em eventos críticos; e validar o fluxo de alertas, a triagem de vítimas, o emprego de recursos de acolhimento e outros aspectos logísticos Defesa Civil RS


A atividade faz parte de uma programação em alusão aos dois anos das enchentes no estado gaúcho.


Simulação em escala menor que possíveis eventos extremos

A área incluída no exercício abriga aproximadamente 140 pessoas e 36 edificações potencialmente expostas. De acordo com o governo, uma ocorrência real no bairro Zatt, em Bento Gonçalves (RS), poderia afetar cerca 800 pessoas.

Ainda, um abrigo foi montado de forma emergencial para teste, com capacidade para até 80 pessoas. Emissões de avisos, boletins a imprensa, interrupção simulada de água e luz também foram previstas nas atividades.

Participaram da operação órgãos estaduais como Brigada Militar, Corpo de Bombeiros, Polícia Civil e Instituto-geral de Perícias, além de equipes municipais e apoio federal, incluindo o Exército.

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