
A proposta de construção de um viaduto na região central de Lorena, no interior de São Paulo, não será levada adiante. O projeto apresentado de forma preliminar pela MRS Logística, no fim de 2025, gerou pressão popular, mobilizou moradores, levantou questionamentos legais e não chegou a ser formalmente autorizado.
Qual foi a explicação da MRS?
Parte da população da cidade se organizou em postagens nas redes sociais contrárias ao viaduto. Também foram espalhados adesivos com os dizeres ''Viaduto, não'' em casas e pontos comerciais.
Além disso, os moradores criaram um grupo no whatsapp chamado ''Movimento Viaduto, não'', do qual participam inclusive vereadores da cidade.
Oficialmente, a MRS Logística informou ao iG que análises técnicas e conversas com a população resultaram na desistência da obra.
Após análises técnicas realizadas em conjunto com a Prefeitura e conversas de autoridades com os comerciantes da região central, a construção do viaduto não é uma alternativa viável para o local. A companhia e a Prefeitura de Lorena continuam na busca por uma solução para melhorar a mobilidade do centro da cidade. Assim que forem avaliadas novas opções, as informações serão divulgadas à sociedade. Nota da MRS Logística
Participante dos atos avalia decisão de não construir viaduto
Entre as vozes que ganharam as ruas durante a mobilização está a de um morador que participou ativamente dos protestos contrários ao viaduto. Ele acompanhou de perto a repercussão do caso desde o início e esteve presente nas manifestações do “Viaduto, não” nas ruas de Lorena.
Em entrevista, ao iG ele fala sobre como soube que não haveria mais viaduto.
Entre as principais preocupações apontadas estavam possíveis impactos urbanos, como alterações na mobilidade, aumento de ruído e poluição, além da interferência em áreas como a região da Santa Casa, onde ficam outras unidades de atendimento em saúde.

Ná época, a Prefeitura de Lorena afirmou ter poucas informações sobre o projeto. Em nota, destacou que, caso houvesse formalização oficial, a proposta seria analisada pelos órgãos técnicos municipais.
''Assim que houver a formalização e protocolo de pedidos oficiais, os órgãos técnicos municipais farão a análise conforme as normas urbanísticas, ambientais e de mobilidade. A proposta da MRS integra um conjunto de ações e investimentos federais vinculados à concessão ferroviária fiscalizada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), não sendo uma iniciativa da Prefeitura de Lorena. Diante da relevância e do potencial impacto da proposta sobre o município, a Prefeitura informa que solicitará à MRS Logística e à ANTT a realização de Estudos e Relatórios de Impacto de Trânsito (EIT e RIT), além de um Estudo de Impacto Socioeconômico, a fim de embasar as análises municipais. Nota da prefeitura de Lorena em janeiro de 2026
Como comecou a pressão popular
A discussão começou após moradores verem circulando imagens de um suposto projeto de um viaduto, com identificação da prefeitura. Com isso, aumentaram as dúvidas sobre a transparência do processo. E moradores passaram a cobrar esclarecimentos.
Sem informações oficiais claras naquele momento, parte da população passou a se organizar, dando início a manifestações contrárias.




