Área onde estava prevista a construção do viaduto
Daniel Leite Andrade
Área onde estava prevista a construção do viaduto

A proposta de construção de um viaduto  na região central de Lorena, no interior de São Paulo, não será levada adiante. O projeto apresentado de forma preliminar pela MRS Logística, no fim de 2025, gerou pressão popular, mobilizou moradores, levantou questionamentos legais e não chegou a ser formalmente autorizado.

Qual foi a explicação da MRS? 

Parte da população da cidade se organizou em postagens nas redes sociais contrárias ao viaduto. Também foram espalhados adesivos com os dizeres ''Viaduto, não'' em casas e pontos comerciais. 

Além disso, os moradores criaram um grupo no whatsapp chamado ''Movimento Viaduto, não'', do qual participam inclusive vereadores da cidade. 

Oficialmente, a MRS Logística informou ao iG que análises técnicas e conversas com a população resultaram na desistência da obra.

Após análises técnicas realizadas em conjunto com a Prefeitura e conversas de autoridades com os comerciantes da região central, a construção do viaduto não é uma alternativa viável para o local. A companhia e a Prefeitura de Lorena continuam na busca por uma solução para melhorar a mobilidade do centro da cidade. Assim que forem avaliadas novas opções, as informações serão divulgadas à sociedade. Nota da MRS Logística


Participante dos atos avalia decisão de não construir viaduto

Entre as vozes que ganharam as ruas durante a mobilização está a de um morador que participou ativamente dos protestos contrários ao viaduto. Ele acompanhou de perto a repercussão do caso desde o início e esteve presente nas manifestações do “Viaduto, não” nas ruas de Lorena.

Em entrevista, ao iG ele fala sobre como soube que não haveria mais viaduto. 

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Moradores de lorena  e manifestantes do "Viaduto Não". Foto: Daniel Leite Andrade
Adesivo do movimento "Viaduto Não". Foto: Antonio Samahá
Manifestação "Viaduto não". Foto: Gabriel Samahá
Manifestações contra o Viaduto . Foto: Gabriel Samahá
Perfurações feitas pela MRS na praça de Lorena . Foto: Gabriel Samahá


Entre as principais preocupações apontadas estavam possíveis impactos urbanos, como alterações na mobilidade, aumento de ruído e poluição, além da interferência em áreas como a região da Santa Casa, onde ficam outras unidades de atendimento em saúde.

Local da construção do viaduto
Daniel Leite Andrade
Local da construção do viaduto


Ná época, a Prefeitura de Lorena afirmou ter poucas informações sobre o projeto. Em nota, destacou que, caso houvesse formalização oficial, a proposta seria analisada pelos órgãos técnicos municipais.

''Assim que houver a formalização e protocolo de pedidos oficiais, os órgãos técnicos municipais farão a análise conforme as normas urbanísticas, ambientais e de mobilidade. A proposta da MRS integra um conjunto de ações e investimentos federais vinculados à concessão ferroviária fiscalizada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), não sendo uma iniciativa da Prefeitura de Lorena. Diante da relevância e do potencial impacto da proposta sobre o município, a Prefeitura informa que solicitará à MRS Logística e à ANTT a realização de Estudos e Relatórios de Impacto de Trânsito (EIT e RIT), além de um Estudo de Impacto Socioeconômico, a fim de embasar as análises municipais. Nota da prefeitura de Lorena em janeiro de 2026

Como comecou a pressão popular

A discussão começou após moradores verem circulando imagens de um suposto projeto de um viaduto, com identificação da prefeitura. Com isso,  aumentaram as dúvidas sobre a transparência do processo. E moradores passaram a cobrar esclarecimentos.

Sem informações oficiais claras naquele momento, parte da população passou a se organizar, dando início a manifestações contrárias.



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