
O senador Carlos Viana (PSD), presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, entregou ao Supremo Tribunal Federal o relatório final da comissão. O material foi repassado nesta quarta-feira (15).
O relatório final, que foi rejeitado na Câmara, após votação polêmica realizada no dia 29 de março, foi recebido pelos ministros Luiz Fux e André Mendonça. Segundo o senador, o material vai ser anexado aos inquéritos em andamento, que estão sendo analisados por autoridades, incluindo a Polícia Federal.
O relatório será verificado pelos agentes federais e as provas e dados serão incorporados aos inquéritos. Se novas evidências surgirem, outras pessoas também poderão ser indiciadas" Carlos Viana, presidente da CPMI do INSS
Ainda segundo Viana, o ministro André Mendonça indicou que as informações apresentadas vão ser usadas para dar continuidade às investigações.
Mendonça é o relator da CPMI do INSS, que investiga descontos indevidos em benefícios do programa, além do caso do Banco Master.
O senador também afirmou que recebeu sinalizações de que o trabalho da Polícia Federal deve avançar, com a possibilidade de novas prisões no futuro.
Nós entregamos aqui ao Supremo Tribunal Federal tudo aquilo que, em sete meses, nós conseguimos mostrar ao Brasil desse roubo absurdo da Previdência." Carlos Viana, presidente da CPMI do INSS
Reação a Toffoli
Também nesta quarta-feira, o senador Carlos Viana reagiu às declarações do ministro do STF Dias Toffoli sobre "cassar eleitoralmente" aqueles que atacam as instituições.
De acordo com o parlamentar, a declaração de Toffoli representa uma "ameaça" à independência do Congresso.
É uma ameaça a um Parlamento que é independente. Espero, com toda sinceridade, pelo respeito que tenho ao Judiciário, que também haja respeito ao Parlamento." Carlos Viana, presidente da CPMI do INSS
A declaração foi feita após o senador entregar ao STF o relatório final da CPMI.