
O presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Gilberto Waller, foi demitido na manhã desta segunda-feira (13). O Ministério da Previdência Social confirmou a saída e nomeou Ana Cristina Viana Silveira para assumir o comando do órgão.
Gilberto Waller deixa o cargo após 11 meses à frente do instituto. O governo não detalhou os motivos da demissão.
A troca coloca na presidência uma técnica da própria estrutura do INSS, com a missão imediata de reduzir o tempo de espera por benefícios, segundo o Governo Lula. Se sair do papel, a mudança atinge diretamente segurados que aguardam análise de pedidos e recursos.
Solucionar a fila e não deixar nenhum brasileiro para trás afirma o governo.
Quem é Ana Cristina Viana Silveira
Ana Cristina é servidora de carreira desde 2003, no cargo de analista do Seguro Social. Até então, ocupava a função de secretária-executiva adjunta do ministério, posição estratégica na gestão da pasta.

Antes disso, presidiu o Conselho de Recursos da Previdência Social por quase três anos. Nesse período, o órgão dobrou a capacidade de análise de processos, segundo dados do governo.
A escolha concentra a gestão em um perfil com atuação em diferentes etapas do sistema previdenciário, do atendimento inicial até a fase recursal.
Formada em Direito, Ana Cristina também atuou como professora de Direito Previdenciário entre 2020 e 2024.
Pressão política cresce após derrota de relatório na CPMI
A troca no comando do INSS ocorre duas semanas após o fim conturbado da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investigou o instituto.
No dia 30 de março, o relatório final foi derrubado por 19 votos a 12, após uma sessão que avançou pela madrugada. O texto, com 4,4 mil páginas, previa o indiciamento de 218 pessoas, entre servidores, ex-dirigentes do INSS, parlamentares e nomes ligados a instituições financeiras.
Entre os citados estava Flávio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A rejeição foi articulada por parlamentares da base do governo e partidos do centrão. A oposição votou majoritariamente a favor do relatório.
Após a derrota, o relator, deputado Alfredo Gaspar (União), afirmou que o trabalho da comissão atingiu “os Três Poderes da República”.
*Matéria em atualização