Estreito de Ormuz
Divulgação/Nasa
Estreito de Ormuz

O governo paquistanês anunciou, através da Rede X, antigo Twitter, que o Irã concordou em permitir a passagem de 20 navios do Paquistão pelo Estreito de Ormuz.  A informação foi publicada pelo ministro das Relações Exteriores, Ishaq Dar. Segundo ele, dois navios de bandeira paquistanesa cruzarão o local diariamente.

"Este é um gesto bem-vindo e construtivo por parte do Irã e merece reconhecimento. É um prenúncio de paz e ajudará a trazer estabilidade à região". Ishaq Dar





Ishaq Dar salienta também que a liberação "representa um passo significativo rumo à paz e fortalecerá nossos esforços coletivos nessa direção". 

Desde o início do conflito com os Estados Unidos e Israel, no dia 28 de fevereiro, a Guarda Revolucionária Iraniana tem restringido a passagem de embarcações pelo Estreito de Ormuz, considerada uma das vias marítimas mais estratégicas do mundo.

O que é o estreito de Ormuz?

Responsável por cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo, o estreito é considerado uma das rotas mais cruciais para o transporte da commodity.

Estima-se que cerca de 20 milhões de barris de petróleo cru, condensado e derivados cruzam esse canal estreito, que liga o Golfo Pérsico ao Mar da Arábia. Países como  Arábia Saudita, Irã, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Iraque dependem fortemente dessa via para exportar petróleo, especialmente com destino à Ásia.

Infográfico sobre o Estreito de Ormuz
Reprodução
Infográfico sobre o Estreito de Ormuz


O Estreito de Ormuz tem 33 km em sua parte mais estreita, com dois canais de navegação de 3 km cada. Para tentar reduzir a dependência do estreito, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos têm investido em oleodutos alternativos .

Entretanto, segundo a Administração de Informação de Energia dos EUA, a capacidade ociosa dessas estruturas gira em torno de 2,6 milhões de barris por dia, o que é considerado insuficiente para compensar um bloqueio total.


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