Um avião de pequeno porte caiu na manhã deste domingo (29) na Estrada de São João Marcos, na região de Passa Três, no município de Rio Claro (RJ) . A aeronave teria colidido contra um morro, e duas pessoas foram encontradas mortas, com os corpos carbonizados .
Segundo os bombeiros, as equipes chegaram até a área do acidente , no Sul Fluminense, confirmaram a queda do avião e começaram os trabalhos de segurança no local. Durante a ação, os dois ocupantes foram encontrados já sem vida.
A Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), órgão responsável por investigar acidentes aéreos, informou que uma equipe especializada foi chamada para iniciar os primeiros trabalhos no local.
Investigação do acidente
Para entender o que causou a queda, a perícia da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ) foi chamada para as investigações.
Durante o início da investigação, o CENIPA realiza os primeiros trabalhos no local do acidente com a coleta e conferência de informações. Eles também protegem o local para não perder provas, analisam os danos causados pelo avião e reúnem outros dados importantes para entender o que aconteceu.
As equipes continuam no local, enquanto as causas do acidente serão apuradas.
Aeronave era experimental e de uso privado
O avião, identificado pela matrícula PU-RTD, é do modelo TL-3000 Sirius, de acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
Segundo a agência, a aeronave é de uso privado e classificada como experimental, ou seja, não é um modelo comercial comum. Ela só pode realizar voos durante o dia e em condições em que o piloto consiga se orientar olhando diretamente para o ambiente ao redor.
O avião foi fabricado em 2010, tem capacidade para duas pessoas e pode decolar com peso máximo de até 600 quilos. A aeronave não tem autorização para transporte pago de passageiros, como táxi aéreo ou voos comerciais regulares.
O iG entrou em contato com a Secretaria de Estado de Segurança Pública do Rio de Janeiro para obter mais detalhes sobre o caso, mas não recebeu resposta até a publicação desta reportagem.
*Reportagem em atualização.