A rede municipal de ensino de Pelotas (RS), retomou as aulas, após um episódio de surto de doença gastrointestinal . As aulas foram suspensas pela Prefeitura em todas as 93 escolas municipais entre quinta (19) e sexta-feira (20), em uma medida preventiva diante do aumento dos casos. Os sintomas mais comuns são: diarreia, vômito, náusea e cólicas abdominais .
Os ambientes escolares passaram por desinfecções visando cortar o ciclo de contágio, para proteger servidores, alunos e a comunidade. Antes da suspensão, 61 casos estavam confirmados, mas o número subiu para 77 durante o período.
O motivo do surto ainda é investigado. A principal suspeita é que seja o norovírus, cujos sintomas são gastrointestinais, conforme relatado pelas pacientes.
Número de casos ainda pode aumentar
O último relatório emitido pela Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) foi na última sexta-feira (20) e ainda não foi atualizado. Além disso, apenas escolas municipais pararam e retomaram nessa segunda-feira (23).
Segundo a Prefeitura, as autoridades sanitárias confirmaram a existência de um surto nas redes privada e estadual de ensino, mas a suspensão das aulas nessas escolas não é de competência do município.
Amostras foram encaminhadas para o Laboratório Central do Estado (Lacen) e estão em análise. A Vigilância em Saúde do município monitora a situação e orienta que professores, servidores e alunos não compareçam em caso de sintomas. Também reforça o cuidado com medidas de higiene como lavar as mãos, alimentos e tomar água de fontes seguras.
O que é o norovírus
O norovírus é considerado altamente contagioso e, segundo especialistas, costuma se espalhar com facilidade. O médico gastroenterologista e cirurgião do aparelho digestivo, Hercio Cunha, explica que a transmissão pode ocorrer tanto pelo consumo de água e alimentos contaminados quanto pelo contato direto entre pessoas.
O período de incubação varia de 24 a 48 horas e os sintomas costumam durar entre um e três dias. A taxa de contágio é muito alta, o que faz com que surtos se espalhem rapidamente em locais com aglomeração Hércio Cunha, médico gastroenterologista
Posicionamento das redes privada e estadual
O iG
questionou o Sindicato do Ensino Privado do Rio Grande do Sul (Sinepe/RS) e a Secretaria da Educação do Rio Grande do Sul sobre a situação, já que as redes privada e estadual não suspenderam as aulas.
O Sinepe/RS afirmou que as escolas privadas adotaram medidas preventivas, com reforço nos protocolos de higiene, e seguem monitorando a situação em alinhamento com as autoridades sanitárias. Segundo o sindicato, o cenário indica controle, especialmente após a retomada das aulas na rede municipal, mas as instituições permanecem atentas a eventuais novas recomendações.
O iG também procurou a Secretaria de Educação do Governo do RS sobre medidas preventivas a serem tomadas nas escolas estaduais, mas ainda não obteve retorno. O espaço segue aberto para manifestação e a reportagem será atualizada.