Caixa de Correspondências se tornou rara por cair em desuso
Reprodução: redes sociais
Caixa de Correspondências se tornou rara por cair em desuso

Um vídeo que circula nas redes sociais mostrando uma  antiga caixa de coleta de cartas em Pelotas (RS), chamou a atenção nos últimos dias. O registro levantou uma dúvida: o que aconteceu com as tradicionais caixas de correspondência dos Correios?



Segundo os Correios, o aerograma é um tipo de carta enviada por via aérea que não precisa de envelope. Ele já vem no formato próprio para ser dobrado e fechado. Além disso, esse tipo de envio tem um valor diferente das demais correspondências.

A maioria dos aerogramas já vem com um carimbo impresso que comprova o pagamento antecipado do envio. Por isso, eles são considerados um tipo de papelaria postal.

Havia um serviço que agilizava ainda mais o depósito da carta, conforme descrito. “AEROGRAMA: papel de carta, envelope e selo tudo junto. Compre vários aerogramas em qualquer agência dos Correios. Eles são mais baratos e facilitam sua vida”.

No passado, o serviço era divulgado justamente pela praticidade. A proposta era simples: comprar o aerograma, escrever a mensagem, dobrar e depositar diretamente na caixa de coleta, sem precisar de envelope ou selo adicional.

Em desuso

Ao iG, os Correio s informaram que as caixas de coleta foram recolhidas devido à queda expressiva no volume da correspondência tradicional. Em nota, o órgão informou que o equipamento era utilizado para a postagem de cartas, cartões postais, cartas-resposta e aerogramas, porém, nos últimos 20 anos, o envio dessas mensagens caiu mais de 70%.

A empresa informou também que mantém instaladas somente os postos de coleta que têm valor histórico, mas a caixa vista no vídeo em breve será removida.

Existe uma caixa de coleta mantida no Espaço Cultural dos Correios, em Porto Alegre. O espaço ocupa um belíssimo prédio histórico na Praça da Alfândega, localizada no Centro de Porto Alegre. Inaugurado em 1914 e tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 1980, o edifício foi sede dos Correios na capital gaúcha por décadas e atualmente abriga também o Memorial do Rio Grande do Sul.

Entre as atividades realizadas estão exposições de artes visuais, oficinas, eventos e visitas guiadas à Sala Histórica, mas no momento, o local está fechado para reforma.

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