A terceira semana de conflito no Oriente Médio é marcada pelo início de operações terrestres do governo israelense contra o Hezbollah no Líbano. Segundo a Força de Defesa de Israel (IDF), as "o perações terrestres limitadas" são direcionadas "contra importantes redutos do Hezbollah" e visa reforçar a área de defesa.
"Esta atividade faz parte de esforços defensivos mais amplos para estabelecer e fortalecer uma postura defensiva avançada, que inclui o desmantelamento da infraestrutura terrorista e a eliminação de terroristas que operam na área, a fim de criar uma camada adicional de segurança para os residentes do norte de Israel", escreveu o IDF em uma rede social.
Confira a publicação:
Conflito entra na terceira semana
O conflito no Oriente Médio contabiliza 16 dias. As tensões no território iraniano se iniciaram no final de fevereiro quando os Estados Unidos atacaram a região, em uma ação coordenada com os Israel.
O ataque atingiu instalações militares e estruturas consideradas estratégicas pelo regime iraniano . Explosões foram registradas na capital, Teerã, e em outras cidades importantes para o Regime Aiatolá.
A ação militar matou o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei. A confirmação da morte foi divulgada, horas depois dos primeiros ataques, pela imprensa estatal iraniana. Os ataques e a perda do principal líder político e religioso do Irã provocou reação imediata do governo. Mojtaba Khamenei, filho de Ali, assumiu o posto.
O Irã respondeu com ataques contra alvos ligados aos Estados Unidos e a Israel no Oriente Médio. Foram disparados mísseis e drones contra bases militares e infraestruturas estratégicas em diferentes países do Oriente Médio.
A Guarda Revolucionária iraniana anunciou, nos dias seguintes, o fechamento do Estreito de Ormuz. A passagem marítima conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e é uma das principais rotas usadas para exportação de petróleo no mundo.
No estreito passam cerca de 20% do petróleo transportado por navios no planeta. Autoridades iranianas afirmaram que embarcações que tentassem atravessar a área poderiam ser atacadas. Para autorizar a travessia pelo local, o Irã colocou como condição da passagem à retirada da embaixada dos Estados Unidos do país de origem da embarcação e vice-versa.
De acordo com estimativas divulgadas por algumas fontes internacionais, mais de 1.200 pessoas teriam morrido desde o início das operações militares, incluindo ao menos 200 crianças.