
A troca do governo Jair Bolsonaro para o do atual presidente Lula não afetou todos os setores.
A Agência Espacial Brasileira (AEB) segue sendo presidida por Carlos Augusto Teixeira de Moura, um coronel da reserva da Aeronáutica nomeado em 2019 pelo ex-presidente.
De acordo com a Folha de São Paulo, a ministra do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, ainda não definiu quem comandará a AEB, o que vem preocupando o setor.
Carlos Moura, inclusive, já fez três viagens internacionais, só em 2023. Ao todo, as idas para China, Emirados Árabes e Portugal custaram R$ 98,4 mil.
Além disso, foram assinados recentemente dois acordos na área, e, por conta da indefinição, não está claro como eles serão executados. O primeiro foi firmado em abril, na China, e prevê o desenvolvimento, fabricação, lançamento e operação conjunta do Satélite Sino Brasileiro de Recursos Terrestres.
O outro garantiu a transferência de R$ 219 milhões do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico para o desenvolvimento de tecnologia espacial.
Em nota, o Ministério afirmou estar atento "aos critérios técnicos exigidos" para a presidência da AEB, que destacou que as missões internacionais das quais o diretor participou foram convocadas pelo presidente Lula.
Alegou também que o presidente da agência já trabalhou na política espacial em governo anteriores, entre 2008 e 2016.