Bento Albuquerque, ministro de Minas e Energia
Reprodução/ GOVBR
Bento Albuquerque, ministro de Minas e Energia


Apesar do cenário de  escassez hídrica e contas de luz em alta , o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, avalia que não ocorreu crise de energia no Brasil. De acordo com ele, o governo se dedicou a manter a "segurança energética para toda atividade socioeconômica do país".


"A crise de energia, a meu ver, nunca ocorreu. Passamos por um período de escassez hídrica que resultou no aumento do custo da geração de energia e isso abala o orçamento de todos nós. As luzes de Natal e a retomada das empresas mostram simplesmente a volta da atividade econômica", disse Albuquerque, em entrevista à Folha de S. Paulo.


A publicação pontua que o governo evitou o racionamento de energia e acelerou o ritmo de leilões de energia, capacidade e de linhas de transmissão. Por consequência, o país acionou o parque de usinas térmicas a mais de R$ 2.000 o MWh (megawatt-hora), o que encareceu as contas de luz.

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O ministro conta que esses leilões geraram R$ 680 bilhões em investimentos contratados, o que, na avaliação dele, garantiu ao governo "terminar o ano com autoestima elevada e recompensado pelo trabalho". Por outro lado, a gestão vai manter o programa de incentivo à redução de consumo das empresas.


"A Aneel [Agência Nacional de Energia Elétrica] está trabalhando nisso com as diretrizes do ministério e acreditamos que no início do próximo ano teremos esse programa permanente. Sempre que necessário e oportuno para as empresas, poderá ser utilizado", explica.


De acordo com ele, técnicos da Aneel e do ministério também calculam quanto será o represamento em reajustes para os próximos anos. O ministro ressalta ainda que não houve intenção eleitoral por parte do presidente Jair Bolsonaro (PL) em adotar a medida.

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