Arthur Lira, presidente da Câmara dos Deputados
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Arthur Lira, presidente da Câmara dos Deputados

Em um discurso com forte apelo bolsonarista, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) , defendeu que o Senado Federal acelere suas discussões. Lira afirmou que existem "entendimentos" em curso para que os senadores avancem em alguns projetos que foram enviados e precisam de aprovação.

Em seu discurso, realizado em Alagoas, seu estado natal, ao lado do presidente Jair Bolsonaro , Lira afirma que, "sem nenhum demérito", a Cãmara manteve seu papel de ajudar no desenvolvimento do país votando leis sem segurar nenhuma agenda.

"O Senado Federal precisa acelerar as suas dicussões e os entendimentos estão sendo feitos para que isso aconteça. E que nós possamos, ao final deste nao, entregar um Brasil melhor do que o de Brasil de 2020", afirmou Lira.

Segundo ele, as aprovações seriam necessárias para que no ano que vem, de eleições, o povo possa julgar quem merece retornar ao cargo.

Nesta segunda-feira, em entrevista à rádio "Jovem Pan", Bolsonaro também cutucou o Senado.

Bolsonaro foi perguntado sobre ritmo das reformas, das privatizações e da matéria de interesse do Executivo no Congresso Nacional. Elogiou os trabalhos dos deputados, o que não fez em relação aos senadores.

"O ritmo da Câmara está muito bom. O Senado está mais devagar um pouquinho", disse Bolsonaro.

Na sua fala, com diversos elogios ao presidente Jair Bolsonaro, Arthur Lira, que vem criticando há algumas semanas o preço dos combustíveis, mirou seus ataques nos governadores. Segundo ele, o principal culpado pelo aumento do preço da gasolina e do óleo diesel é o ICMS cobrado pelo governo federral.

Mais cedo, nas suas redes sociais, Lira afirmou que o Brasil não poderia tolerar a gasolina a quase R$ 7. Nesta terça-feira, em seu discurso, o presidente da Câmara defendeu um projeto que estipule um valor fixo para o imposto estadual.

"Ninguém aguenta mais dólar alto, ninguém mais aguenta mais combustível. E sabe o que é que faz o combustível ficar caro? São os impostos estaduais. Os governadores tem que se sensibilizar. E o Congresso Nacional vai debater um projeto que trata do imposto do ICMS para que ele tenha um valor fixo", afirmou.

Lira ainda defendeu o governo também em relação à vacina. No estado comandado pelo governador Renan Filho (MDB), que é filho do senador Renan Calheiros e adversário político local do grupo político de Arthur Lira, o presidente da Câmara afirmou que quem comprou as vacinas distribuídas no estado foi o governo federal e não o governo estadual.

"Quem vocês acham que comprou as vacinas? Foi o governo dos estados, foram os prefeitos? Todos as vacinas foram compradas e entregues pelo governo de Vossa Excelência (Presidente Bolsonaro). Hoje temos uma das menores taxas de mortalidade do país. E não é por nenhum esforço do governo estadual que alardeia e faz propaganda mas por um esforço do governo federal que comprou milhões e milhões de doses", afirmou Lira.

Lira, que mais cedo voltou a criticar o preço dos combustíveis, discursou durante evento da Presidência em Alagoas, seu estado natal. Na sua fala, o presidente da Câmara também aproveitou para criticar o governo estadual, comandado por seu adversário local, Renan Filho (MDB), filho do senador Renan Calheiros (MDB-AL).

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