Pazuello deve passar a comandar  Secretaria Especial de Modernização
Reprodução: iG Minas Gerais
Pazuello deve passar a comandar Secretaria Especial de Modernização

O ex-ministro da Saúde, o general Eduardo Pazuello , deve ganhar nos próximos dias o comando da Secretaria Especial de Modernização do Estado (Seme). Neste sábado, o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), em uma demonstração de confiança no militar que deve ser um dos principais alvos da CPI da Covid, levou o militar para uma viagem ao interior de Goiás, onde, sem máscara, causou aglomeração , apesar de o país registrar diariamente mais de 3 mil mortes por dia. As informações são do jornal O Globo .

A secretaria de Modernização é subordinada à Secretaria-Geral da Presidência, chefiada pelo ministro Onyx Lorenzoni , e atualmente é comandada pelo procurador da Fazenda Nacional Sérgio Augusto de Queiroz. Se confirmada a nomeação de Pazuello no cargo, ele passará a despachar do Palácio do Planalto.

Segundo fontes de governo, a Seme foi a solução encontrada para abrigar Pazuello, que deixou o Ministério da Saúde no dia 23 de março, data da publicação no Diário Oficial . Sem encontrar um cargo para o ex-ministro imediatamente, o general acabou retornado às suas funções no Exército, mas com a promessa do presidente de que voltaria ao governo.

Inicialmente, chegou a ser cogitado entregar um ministério para que Pazuello mantivesse o foro privilegiado, o que gerou disputa no governo. Outros cargos também foram considerados para dar uma “saída honrosa” para o ex-ministro, o que não ocorreu também devido à resistência interna.

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A secretaria especial não tem direito a foro privilegiado. O ex-ministro responde a um inquérito que apura a responsabilidade na crise na saúde pública de Manaus, que registrou falta de oxigênio medicinal em hospitais em janeiro. O inquérito corria inicialmente no Supremo Tribunal Federal (STF), mas no dia 24 de março foi enviado pelo ministro Ricardo Lewandowski para a primeira instância após Pazuello ter sido demitido por Jair Bolsonaro e, portanto, perder o foro privilegiado. A defesa do ex-ministro, no entanto, segue sendo feita pela Advocacia-Geral da União (AGU).

O anúncio da demissão de Pazuello foi feito por Bolsonaro no dia 15 de março, em meio à escalada de mortes pela Covid-19. O atual ministro da Saúde, o médico Marcelo Queiroga, chegou ao governo com o discurso pró-ciência e pedindo à população que use máscara e mantenha o distanciamento social. A recomendação foi contrariada pelo presidente neste sábado ao visitar a cidade de Goianópolis , a 160 quilômetros de Brasília, ao lado de Pazuello e do ministro da Defesa, Walter Braga Netto . No local, Bolsonaro cumprimentou apoiadores, alguns deles também sem máscara, incluindo idosos e crianças.


A saída do presidente ocorre em um momento em que o país tem superado, diariamente , mais de 3 mil mortes por Covid-19. Nesta sexta-feira, em edição extra do Diário Oficial , a Presidência autorizou a abertura de crédito extraordinário de R$ 2,6 bilhões para o Ministério da Saúde, focado no custeio de leitos UTI e aquisição de medicamentos. Na última semana, governadores e prefeitos cobraram do governo federal a entrega de remédios do chamado " kit intubação ", utilizado em pacientes que precisam de respiradores mecânicos.

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