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Ao menos 30 pacientes com Covid-19 morreram na fila de espera por leitos de Unidade de Terapia Intensiva ( UTIno estado de São Paulo até esta terça-feira (9), de acordo com levantamento feito pelo G1. As mortes de pacientes que aguardavam liberação de leitos intensivos ocorreram em cidades da Grande São Paulo e no interior do estado.

A média diária de mortes por Covid-19 no estado bateu o recorde pelo segundo dia seguido, com 298 óbitos por dia. A taxa de ocupação de UTIs, de 82%, também foi a maior de toda a pandemia. O total de pacientes internados em leitos intensivos e de enfermaria também se superou e chegou a 20,3 mil pessoas.

Nesta terça, São Paulo teve o maior número de mortes por Covid-19 em 24h desde o início da pandemia. Foram 517 mortes, além de 16.058 novos casos confirmados da doença.

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Na maioria das mortes na fila, as prefeituras ou os hospitais disseram que vagas de UTI foram solicitadas através do Cross, o sistema estadual de regulação de leitos, mas os pedidos não foram atendidos – por indisponibilidade de vagas ou por impossibilidade de fazer a transferência de pacientes em estado grave.

A Secretaria da Saúde disse, em nota, que não negou leitos e que as transferências não ocorreram porque os pacientes não puderam ser removidos com segurança devido a instabilidade do quadro de saúde.

Seis cidades da Grande São Paulo já têm 100% dos leitos de UTI ocupados com pacientes de covid-19. A situação mais grave é a de Taboão da Serra, onde 11 pessoas morreram desde sexta-feira (5) à espera de vagas.

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