Caso seja aceito, pedido de impeachment deverá apensado a um dos outros dois pedidos feitos anteriormente.
Rogério Santana
Caso seja aceito, pedido de impeachment deverá apensado a um dos outros dois pedidos feitos anteriormente.

O partido NOVO protocolou, nesta sexta-feira (29), um pedido de impeachment que pede o afastamento não só do governador Wilson Witzel mas também do secretário do Desenvolvimento Econômico, Lucas Tristão, mais próximo assessor de Witzel no Palácio Guanabara. O requerimento foi entregue à mesa diretora da Casa pelos deputados Chico Bulhões e Alexandre Freitas.

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"Entendemos que ambos, o governador e o secretário, cometeram crime de responsabilidade. Claramente o Tristão é objeto da investigação. Witzel e ele são muito próximos. O Tristão tem relação com as empresas do (empresário preso) Mário Peixito, como mostramos no nosso pedido de impeachment. E, agora, o secretário ganhou ainda mais espaço dentro do Palácio Guanabara, influenciando a Casa Civil e a Secretaria de Fazenda", diz Chico Bulhões, referindo-se às exonerações dos ex-secretários André Moura (PSC) e Luiz Claudio Rodrigues de Carvalho e às nomeações do procurador do estado Raul Teixeira e do economista Guilherme Mercês, idealizador do Índice Firjan de Gestçao Fiscal que ocupava o posto de subsecretário na pasta de Tristão.

O GLOBO procurou o secretário Lucas Tristão para comentar o pedido de impeachment protocolado pelo NOVO e publicará seu posicionamento tão logo ele seja enviado à reportagem.

De acordo com a mesa-diretora da Alerj, é provável que o pedido do NOVO seja apensado a um dos outros dois requerimentos de impeachment já protocolados na Assembleia pela bancada bolsonarista e pelo PSDB. A cúpula da Casa afirma, informalmente, que aceitará a instauração do processo de impeachment.

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