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Ministério da Saúde diz que não haverá subnotificação

Em coletiva de imprensa realizada na tarde desta sexta-feira (27), em Brasília, e transmitida ao vivo pela internet, o secretário executivo do Ministério da Saúde , João Gabbardo, negou que exista ou venha a existir qualquer índice de subnotificação de óbitos e casos confirmados de Covid-19 no país.

Leia mais: No Brasil, há 92 mortes por coronavírus e 3417 casos

Sobre os relatos - comuns nas redes sociais - que apontam óbitos de pacientes não-testados nas unidades de saúde, o secretário defende: “isso não é subnotificação. Se o paciente chegar hoje em quadro grave, internar e vir a óbito nas primeiras horas de internação, é óbvio que ele vai ficar sem o diagnóstico de Covid-19 . Apesar disso, o material genético deve ser colhido para uma análise posterior”, explica.

O secretário ainda reiterou que “não vai haver subnotificação”, e defendeu que existe a possibilidade, apenas, de “certo retardo nas notificações” devido ao tempo de análise e identificação dos pacientes graves. Apesar disso, segue a recomendaçao para que as redes pública e privada priorizem a testagem apenas em pacientes graves. 

Um monitoramento da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a plataforma InfoGripe aponta um crescimento expressivo no número de internações hospitalares por síndrome aguda respiratória grave, que teve aumento em quase dez vezes nos meses de fevereiro e março deste ano. A síndrome é uma complicação da Covid-19, mas também de outras gripes.

O secretário de vigilância em saúde , Wanderson de Oliveira, ainda destacou que em alguns casos “vão ocorrer situações em que será impossível identificar o caso, como por exemplo situações em que os sintomas de pacientes que já sofrem de outras comorbidades se manifestam tardiamente. Nós não temos ainda testes sorológicos para o coronavírus. Eles estão sendo desenvolvidos”, afirma. 

“Aqueles que entram como suspeita de coronavírus devem ser notificados já de imediato. O médico deve seguir um protocolo e colher o material para que nós possamos qualificar o dado cada vez mais”, reforçou o secretário, explicando que os casos de síndrome respiratória merecem atenção especial.

Mais cedo nesta sexta-feira, em entrevista por telefone ao jornalista José Luiz Datena, o presidente Jair Bolsonaro  questionou a veracidade dos números das mortes divulgadas em decorrência do novo coronavírus e citou a possibilidade de os estados brasileiros estarem fraudando a causa dos óbitos para fazer "uso político" da questão.

Às 15h de hoje, o Ministério da Saúde atualizou no site  covid.saude.gov.br para 3.417 o número de casos confirmados do Covid-19 no Brasil. O número de óbitos chega a 92. 

A região mais afetada permanece sendo a sudeste, com São Paulo concentrando o maior número de casos. De acordo com o painel do coronavírus no Brasil, plataforma do Ministério da Saúde, a taxa de letalidade da doença é de 2,7%.  

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