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A primeira vez que empresário tentou delação com a Procuradoria-Geral da República foi sob a gestão de Raquel Dodge

Eike Batista foi preso em agosto de 2019, mas foi solto dois dias depois arrow-options
Reginaldo Pimenta / Agência O Dia
Eike Batista foi preso em agosto de 2019, mas foi solto dois dias depois


O empresário Eike Batista voltou a negociar uma delação premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR) , conforme informação publicada pela jornalista Bela Megale, do jornal O Globo. Ele já havia negociado com as autoridades há pouco menos de um ano, mas a proposta foi recusada na ocasião.

Na primeira tentativa, a PGR ainda estava sob gestão de Raquel Dodge, antecessora de Augusto Aras , que assumiu o cargo em setembro e será o responsável por conduzir a nova investida de Eike pela delação. A tratativa não deve ser rápida, e a tendência é que dure alguns meses.

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O empresário quase fechou um acordo com o Ministério Público Federal do Rio de Janeiro , sem a necessidade de envolver nomes com foro privilegiado. Na última hora, no entanto, ele mudou de ideia e procurou o PGR em busca de um acordo mais vantajoso.

Duas vezes

Preso durante a execução da Segredo de Midas , operação que buscava provas sobre manipulação do mercado de capitais e lavagem de dinheiro dentro do esquema do ex-governador Sérgio Cabral, Eike Batista foi solto em agosto de 2019. Antes disso, chegou a ser detido em janeiro de 2017, acusado de corrupção ative e lavagem de dinheiro, mas foi libertado por Gilmar Mendes quatro meses depois.