União Europeia impõe sanções contra presidente sírio

Bloco europeu congela bens de Bashar al-Assad e impõe proibição de visto pela violenta repressão do regime às manifestações

AFP | 23/05/2011 09:41

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Foto: AP Ampliar

Foto de 30/04/2011 mostra presidente sírio, Bashar Assad, durante discurso ao Parlamento, em Damasco

Depois dos Estados Unidos, a União Europeia (UE) decidiu nesta segunda-feira congelar os bens do presidente sírio, Bashar al-Assad, e impor uma proibição de visto, além de aumentar a pressão sobre o Irã, seu principal aliado regional.

A UE decidiu punir pessoalmente Assad pela violenta repressão de seu regime aos protestos populares que começaram em março. Segundo a ONU e organizações de defesa dos direitos humanos, ao menos 850 foram mortos pelas forças de segurança.

Os nomes de Assad e de mais dez autoridades sírias serão publicados no Diário Oficial do bloco europeu. Eles se unirão a uma primeira lista de 13 figuras importantes do regime sírio, incluindo um irmão e vários primos do presidente, objetos de sanção desde 10 de maio - quando a UE também decretou um embargo sobre a venda de armas e suspendeu a ajuda ao desenvolvimento da Síria.

A decisão desta segunda-feira é fruto de um mês de complicadas discussões entre os 27 países da UE sobre a conveniência de punir Al-Assad pessoalmente. "É o que precisamos fazer", disse em Bruxelas nesta segunda-feira o ministro britânico das Relações Exteriores, William Hague. O regime sírio "deve seguir o caminho das reformas, e não o da repressão", disse.

Entretanto, Bruxelas ainda não considera a adoção de sanções gerais contra a Síria. "Sou cético em relação a sanções gerais que afetem toda a população", declarou por sua vez o ministro checo das Relações Exteriores, Karel Schwarzenberg.

Os Estados Unidos haviam feito este mesmo movimento na quarta-feira, depois que o presidente Barack Obama disse em seu discurso sobre o Oriente Médio que Al-Assad deveria escolher entre "liderar a transição e abandonar o poder".

Segundo Franco Frattini, chefe da diplomacia italiana, indicou que a UE deve "mostrar que a única opção é dar continuidade às reformas e acabar com a violência". Além disso, afirmou, é preciso aumentar indiretamente a pressão sobre a ONU.

Até esse momento, o Conselho de Segurança não reagiu oficialmente à situação síria por causa das reticências de Rússia e China, mas o chanceler francês, Alain Juppé, disse que uma maioria começou a se delinear no sentido de condenar o regime de Al-Assad.

A UE também adotou sanções contra o Irã, principal aliado regional de Damasco, num momento em que as negociações sobre o programa nuclear iraniano parece ter chegado a um beco sem saída.

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