Liga Árabe pede saída de presidente sírio

Proposta que será defendida no Conselho de Segurança da ONU prevê um governo de unidade nacional em dois meses

BBC Brasil |

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Ministros das Relações Exteriores de países membros da Liga Árabe pediram neste domingo que o presidente da Síria, Bashar al-Assad, se afaste do cargo e seja criado um governo de unidade nacional dentro de dois meses.

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Assad deve "delegar os poderes ao vice-presidente para trabalhar em conjunto com um governo de unidade nacional", a ser formado dentro de dois meses, segundo um comunicado lido pelo premiê do Catar, xeque Hamad bin Jassim Al-Thani, durante encontro no Cairo. Al-Thani disse que a Liga Árabe buscará a aprovação do Conselho de Segurança da ONU para a proposta.

O plano prevê o engajamento de grupos de oposição e eleições multipartidárias a serem realizadas sob uma nova constituição. Seria criada ainda uma comissão especial para investigar os assassinatos durante as manifestações pró-democracia, desde março do ano passado.

 A Liga voltou a pedir para que ambos os lados evitem a violência. Pouco antes a entidade havia dito que sua missão de observadores na Síria ficaria no país por mais um mês, apesar das críticas quanto sua eficiência. Ativistas dizem que quase mil pessoas foram assassinadas no país desde o início da missão, em dezembro.

No entanto, um dos principais financiadores dos projetos da entidade, a Arábia Saudita disse, também neste domingo, que está se desligando da missão à Síria, acusando o governo Assad de não cumprir compromissos assumidos.

A ONU calcula que mais de 5 mil pessoas morreram desde o início dos protestos contra o presidente sírio, Bashar al-Assad, em março. A Síria diz que cerca de 2 mil integrantes de suas forças de segurança foram mortos.

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