Líbios comemoram anúncio de captura ou morte de Kadafi

Após queda de Sirte, líbios celebram 'libertação do país' nas ruas com buzinas e tiros para o alto

iG São Paulo |

Líbios saíram às ruas do país para celebrar o anúncio da captura do líder deposto Muamar Kadafi, feito por um comandante do governo interino. Outra autoridade do Conselho Nacional de Transição (CNT) afirmou que Kadafi foi morto, mas nenhuma das duas informações foi confirmada pelos Estados Unidos ou pela Organização do Atlântico Norte (Otan).

Os anúncios sobre Kadafi foram feitos após o governo interino ter anunciado a queda de Sirte, cidade natal do líder deposto, onde ele teria sido capturado ou morto.

Em Sirte e na capital, Trípoli, líbios comemoraram com buzinas e tiros para o alto. O CNT tinha afirmado que quando obtivesse o controle de Sirte, seria possível dizer que todo o país estava “livre”.

“Sirte foi liberada”, afirmou o coronel Yunus Al Abdali, chefe de operações na parte oriental da cidade. “Os combates continuam porque estamos caçando os partidários de Kadafi, que fugiram.”

Segundo a agência AP, jornalistas assistiram ao ataque final na cidade, que começou por volta das 8h (horário local) e durou cerca de 90 minutos.

Pouco antes, cinco carros lotados de partidários de Kadafi tentaram deixar a cidade, mas foram recebidos com tiros e ataques aéreos da Otan.

A Otan confirmou ter realizado um bombardeio aéreo contra carros de partidários de Kadafi em Sirte, mas disse não ser possível afirmar que o líder deposto estava em um dos veículos.

Kadafi estava foragido desde que as forças do governo interino tomaram o controle da capital líbia, Trípoli, no fim de agosto. O CNT também anunciou a morte de Aboubakr Younès Jaber, ministro da Defesa da era Kadafi.

Depois da batalha, os soldados do CNT começaram a vasculhar casas e prédios em busca de partidários escondidos. Pelo menos 16 homens pró-Kadafi foram capturados, assim como várias armas e munições.

Não está claro se os partidários de Kadafi que conseguiram escapar tentarão reorganizar a resistência utilizando as armas que o governo do líder deposto teria escondido em áreas remotas do deserto no sul do país.

Com Reuters e AP

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