O Iemên oficializou nesta terça-feira a saída de Ali Abdullah Saleh do poder após 33 anos, ao votar no atual vice-presidente com o objetivo de resgatar a nação da pobreza, do caos e de uma iminente guerra civil.
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O vice-presidente Abd-Rabbu Mansour Hadi, único candidato, disse que a votação era um meio de seguir adiante após meses de protestos contra o governo. Apesar da eleição, filhos e os sobrinhos de Saleh ainda comandam unidades importantes do Exército e de agências de segurança.
Cinco pessoas foram mortas em onda de violência ao sul do Iêmen nesta terça-feira, onde um movimento separatista é ativo.
A votação tornará Saleh o quarto líder árabe a deixar o poder em um ano, após revoluções populares terem derrubado os chefes de Estado na Tunísia, no Egito e na Líbia. O líder do Iêmen está nos Estados Unidos para tratamento de queimaduras após uma tentativa de assassinato em junho.
Nas eleições, uma grande votação era considerada crucial para dar a Hadi a legitimidade que ele precisa para levar adiante reformas no país. Um representante do comitê de segurança eleitoral estimou que Hadi teve 80% dos votos, embora os resultados finais devam demorar dias para sair.
A eleição teve o apoio dos Estados Unidos e dos vizinhos ricos do Iemên liderados pela Arábia Saudita. O patrocínio à mudança no comando do país ocorreu em meio a sinais de que a Al-Qaeda estaria explorando a desordem no Iemên para fortalecer sua presença na região.