Número de mortos na guerra da Síria passa de 100 mil, diz ONU

Por iG São Paulo |

compartilhe

Tamanho do texto

Human Rights Watch denuncia abusos de autoridades egípcias contra refugiados sírios que estão no país

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, elevou o número de mortos na guerra civil da Síria para mais de 100 mil nesta quinta-feira (25), aumentando a cifra anterior de 93 mil divulgada há cerca de um mês.

EUA: Pentágono apresenta custos de intervenção na guerra da Síria

AP
Homem caminha por entre corpos próximo de um rio no bairro de Bustan al-Qasr em Aleppo, Síria (29/1/2013)

Síria: 5 mil morrem por mês; Londres protegerá rebeldes de armas químicas

Ban pediu que o governo da Síria e a oposição coloquem um fim na violência da guerra, que já dura dois anos e meio, dizendo que é "imperativo que tenhamos uma conferência de paz em Genebra o mais breve possível".

O secretário-geral havia feito uma reunião com o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, que ficou próximo a Ban durante o anúncio. "Não há uma solução militar para a Síria", disse Kerry. "Há apenas uma solução política, e isso exigirá liderança para levar os dois lados à mesa de negociações."

Abu Sakkar: Frente a frente com o 'rebelde canibal' da Síria

Os EUA e a Rússia estão tentando convocar uma conferência internacional em Genebra juntamente com a ONU para tentar chegar a um acordo sobre um governo de transição baseado em um plano adotado na cidade há um ano.

Kerry disse ter conversado com o ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, na quarta-feira e, segundo ele, os dois países se mantiveram comprometidos a unir os dois lados que lutam no conflito para fazer esforços pela paz. "Tentaremos o nosso melhor para fazer com que isso aconteça o mais breve possível", disse.

Refugiados sírios no Brasil:
Família síria paga US$ 10 mil para acelerar fuga de menino ao Brasil
No Brasil, refugiado sonha em voltar para Síria e 'começar do negativo'
Refugiado no Brasil teve unhas arrancadas em sessões de tortura na Síria

AP
Secretário de Estado dos EUA, John Kerry, fala a repórteres ao lado de secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, na sede da ONU, Nova York

Também nesta quinta, a entidade de direitos humanos Human Rights Watch (HRW) afirmou que o Egito vem detendo refugiados sírios sem obter acusações formais e ameaçando deportá-los, em um ambiente de crescente hostilidade desde que o Exército depôs o presidente eleito havia um ano.

Ao menos 90 mil sírios estão no Egito fugindo da guerra civil, e muitos se queixam de intimidações desde que o Exército depôs o presidente islamita Mohammed Morsi em 3 de julho.

Conversão: Guerra na Síria atrai jovens europeus sem relação com o país

Drama: Filho de brasileira deixa Bélgica para lutar na guerra civil da Síria

Segundo a HRW, eles têm medo de serem tratados como bodes expiatórios para problemas internos do Egito, e citam em especial as alegações da imprensa e do governo sobre a infiltração de estrangeiros no Egito e sua participação em atos de violência.

A HRW, com sede em Nova York, disse que a polícia egípcia prendeu 72 homens sírios e nove meninos somente nos dias 19 e 20 de julho, incluindo outros já registrados como candidatos a asilo e pelo menos nove sírios com vistos válidos ou autorização de residência. Pelo menos 14 foram ameaçados de deportação.

NYT: Sedentos por armas, rebeldes sírios fabricam morteiros improvisados

"Um clima político tenso não é justificativa para que agentes policiais e militares retirem dezenas de homens e meninos sírios do transporte público e os atirem na prisão sem consideração por seus direitos", disse Nadim Houry, subdiretor da HRW para o Oriente Médio e Norte da África. As autoridades egípcias não se pronunciaram de imediato.

Com AP e Reuters

Leia tudo sobre: síriamundo árabeprimavera árabeegitoassadeuaonu

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas