Rebeldes sírios: Iranianos sequestrados são membros da Guarda Revolucionária

TV saudita divulga vídeo no qual insurgentes dizem que grupo sequestrado em Damasco pertence ao Exército de elite do Irã

iG São Paulo | - Atualizada às

Um grupo de rebeldes da Síria assumiu neste domingo a responsabilidade pelo sequestro de 48 iranianos perto de Damasco, mas disse que os homens são membros da Guarda Revolucionária o Exército de elite do Irã, e não peregrinos religiosos como a agência de notícias oficial iraniana noticiou no sábado.

Leia também: Grupo de iranianos é sequestrado em Damasco, diz agência

AP
Imagem divulgada por TV saudita mostra rebeldes ao lado de iranianos sequestrados em Damasco

"São bandidos iranianos que estavam em Damasco para uma missão de reconhecimento", afirmou um dos líderes de uma brigada do Exército Livre da Síria, que luta contra o presidente Bashar Al-Assad.

O vice-comandante do Exército Livre da Síria afirmou que o grupo não teve envolvimento na ação e que a brigada não comunicou a direção sobre o plano.

A identidade dos iranianos sequestrados não foi divulgada. O Irã insistiu se tratar de um grupo de peregrinos e pediu ajuda de Turquia e Catar para negociar a libertação.

Em um vídeo divulgado por uma TV saudita, os rebeldes são vistos junto aos iranianos e mostram uma carteira de identificação de membro da Guarda Revolucionária, supostamente encontrada com um dos homens. Um dos rebeldes adverte que o regime de Assad "vai terminar" apesar do apoio do Irã e dos demais aliados de Damasco.

Esta não é a primeira vez que peregrinos iranianos são alvo de sequestro na Síria. Em fevereiro, 11 peregrinos iranianos foram sequestrados na Síria, dias depois de outro grupo ter sido levado por homens armados. Outros cinco iranianos, desta vez técnicos, foram sequestrados em dezembro na conflagrada cidade síria de Homs.

Críticas da ONU

Na sexta-feira, uma resolução proposta pelo governo da Arábia Saudita com apoio árabe e Ocidental foi aprovada pela Assembleia Geral da ONU por 133 votos, com 12 países contra e 31 abstenções. Outros 17 países não participaram da votação.

Os membros da Assembleia criticaram "o fracasso do Conselho de Segurança de alcançar medidas" para obrigar o regime sírio a aplicar as resoluções da ONU para pôr fim a quase 17 meses de conflito.

Rússia e China, que vetaram em três ocasiões as resoluções do Conselho que ameaçam impor sanções a Damasco, votaram contra a resolução. Os outros dez votos contrários vieram de países que costumam se contrapor às potências ocidentais, como Irã, Coreia do Norte, Beilo-Rússia e Cuba.

Ao contrário do que ocorre no Conselho de Segurança, onde cinco países (além de China e Rússia, EUA, Reino Unido e França) têm poder de veto, nenhuma nação pode vetar decisões da Assembleia Geral, que reúne todos os 193 países da entidade. Por outro lado, as decisões da Assembleia nunca são de cumprimento obrigatório.

Com AP e EFE

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