WikiLeaks publicará dados de 2,4 milhões de emails sírios

De acordo com criador do site de vazamentos, 'material envergonha a Síria, mas também seus oponentes'; mensagens serão publicadas pelos próximos dois meses

iG São Paulo | - Atualizada às

O site de vazamentos WikiLeaks anunciou nesta quinta-feira que publicará mais de 2,4 milhões de e-mails de políticos, instituições e companhias sírias. As mensagens, enviadas entre agosto de 2006 até março de 2012, serão publicadas durante os próximos dois meses pelo site do portal e por sete meios de comunicação de diferentes países.

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Simpatizantes do fundador do WikiLeaks protestam em frente à Embaixada do Equador em Londres (29/06)

Abrigo: Fundador do WikiLeaks ignora intimação e permanece na Embaixada do Equador

Sem dar muitos detalhes, Sarah Harrison, do WikiLeaks, disse em Londres que os emails revelam interações entre o governo sírio e companhias ocidentais. Sarah citou o fundador do WikiLeaks, Julian Assange , como indicando que a revelação dos documentos é imparcial: "O material envergonha a Síria, mas também seus oponentes. Nos ajuda a não criticar um grupo ou o outro, mas a entender seus interesses, ações e pensamentos. Só entendendo esse conflito poderemos ajudar a resolvê-lo."

Assange no momento está refugiado na Embaixada do Equador em Londres, onde aguarda resposta para seu pedido de asilo , o que evitaria sua extradição para a Suécia, onde é buscado para depor por acusações de crimes sexuais .

Nesta quinta-feira, o WikiLeaks divulgou apenas uma mostra dos documentos, mas a revelação - cuja fonte o site não deixou claro quem seja - representaria o primeiro grande vazamento dos emails sírios.

De acordo com o WikiLeaks, os documentos abrangem desde correspondência privada de líderes do partido Baath, que governa o país, até registros de transferências financeiras enviados por ministérios sírios a outras nações. Os dados também se referem a documentos dos ministérios sírios de Presidência, Relações Exteriores, Finanças, Informação, Transporte e Cultura.

Ao todo, serão divulgados 2,43 milhões de e-mails, uma quantidade oito vezes maior do que foi publicado no caso "Cablegate", o vazamento de documentos do Departamento de Estado dos Estados Unidos.

Em fevereiro, o site do jornal israelense Haaretz publicou trechos do que disse serem emails invadidos em servidores sírios pelo Anonymous, um obscuro grupo ativista da internet. Em março, o jornal britânico Guardian publicou emails que disse lhe terem sido passados por ativistas da oposição síria.

As mensagens pareceram revelar a vida glamourosa de Asma , mulher do presidente sírio, Bashar al-Assad, por meio de compras de sapatos caríssimos enquanto seu país mergulhava na guerra civil.

*Com EFE e AP

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