Petistas avaliam 'prós e contras' da aliança com Kassab

Setores do PT ainda resistem em ficar no mesmo palanque que prefeito paulistano. Lula é o principal fiador da aliança

Adriano Ceolin, iG Brasília |

Agência Câmara
Deputado Carlos Zarattini (PT-SP)
Apesar da posição favorável do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva , a aliança com o prefeito Gilberto Kassab (PSD) ainda divide o PT. Diferentes alas apontam 'prós e contras' no apoio dele à candidatura de Fernando Haddad (PT) à Prefeitura de São Paulo.

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Na linha de frente anti-Kassab, está a senadora e ex-prefeita paulistana Marta Suplicy (PT-SP). Em 2008, ela concorreu contra Kassab , que ainda estava no DEM. Foi derrotada. Em 2004, quando tentava a reeleição, perdeu para José Serra (PSDB), que tinha Kassab como vice.

Nos últimos anos, Marta fez críticas duras à administração de Kassab. Líder nas pesquisas até o fim do ano passado, ela tentou viabilizar mais uma candidatura, mas acabou convencida por Lula a ceder seu lugar ao ex-ministro da Educação Fernando Haddad.

Como Marta, o deputado federal Carlos Zarattini (PT-SP) também colocou-se como pré-candidato antes da definição do nome de Haddad. Ele compartilha da opinião da ex-prefeita de que a aliança com Kassab é ruim.

AE
Líder do governo Dilma, Cândido Vaccarezza
“E não estou levando em consideração questão ideológica. O problema é que o Kassab está mal avaliado pela população paulistana”, diz Zarattini. “A única coisa boa da aliança com o Kassab é que abre uma dissidência nas forças que são contra nós (PSDB)”, completa.

Diferentemente de outros petistas que costumam exaltar a visão política do ex-presidente Lula, Zarattini acha que desta vez ele pode estar em errado em defender a aliança com Kassab em São Paulo. “O Lula é a maior liderança política do País, mas também pode errar”, diz.

Líder do governo na Câmara, o deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) é, ao lado do ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência), o maior defensor da formação de uma chapa com a presença com o PSD de Gilberto Kassab.

“Kassab é o prefeito de São Paulo. Criou um partido que já é um dos maiores da Câmara dos Deputados. Rompeu com a oposição e demonstrou querer apoiar o nosso projeto. Só vejo coisas favoráveis na aliança”, diz Vaccarezza.

Para o líder do governo, nem a baixa popularidade de Kassab pode ser computada como ponto desfavorável à aliança. “Não dá para desconsiderar um prefeito que tem 20% de ótimo e bom. Além disso, ele soma votos no centro”, afirma Vaccarezza.

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