Para Cardozo, denúncias não desgastam governo Dilma

O ministro da Justiça avalia que as sucessivas denúncias de corrupção e quedas de ministros não afetam governabilidade do País

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Cardozo falou sobre a popularidade da presidenta Dilma Rousseff (17/10)
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, avalia que as sucessivas denúncias de corrupção e quedas de ministros não afetam "em absolutamente nada" a governabilidade do País nem desgastam a presidenta Dilma Rousseff.

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"O governo tem linha definida, conduzida com bastante firmeza. Não vejo a situação como crítica para a governabilidade", disse após participar, em Londres, de debate sobre a democracia brasileira. Para ele, as substituições são "naturais". Ao deixar o Ministério do Esporte nesta semana, Orlando Silva foi o quinto ministro afastado do cargo por denúncias de irregularidades em onze meses de governo. Nelson Jobim, um dos seis ministros que caíram ao todo, foi o único que não esteve envolvido com denúncias de corrupção.

Segundo Cardozo, a saída não significa que o governo tenha deixado de acreditar em Orlando. Ele insistiu que não deve haver prejulgamento nem do ex-ministro nem do PC do B. "Uma das piores coisas que podem acontecer no Estado de Direito é o prejulgamento." Cardozo acredita que a situação deve ser analisada com cautela.

"O que existe no caso do ministro foi uma acusação feita dentro de certos fatos para os quais foi aberta uma investigação criminal", disse. "Não podemos crer que uma abertura de inquérito seja um julgamento, uma sentença, uma condenação. As pessoas têm todo o direito de se defenderem."

Conforme o ministro da Justiça, "é absolutamente natural" que pessoas, antes mesmo de serem julgadas, optem por sair para que o governo possa seguir normalmente. Para ele, uma mostra de que não existe desgaste do governo é a popularidade de Dilma . Além disso, a visão externa sobre o Brasil é bastante positiva e não foi arranhada.

Embora tenha expressado apoio ao PC do B, Cardozo defendeu punições duras caso sejam comprovadas irregularidades. "Se porventura forem provadas situações de transgressão, isso não quer dizer que a lei não deve ser aplicada com dureza", disse. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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